Quando te olho e penso que podes estar morta e que então já não terei a dor de te contemplar e a angústia de escutar o teu pranto tranquilo e o desejo de te afogar com as minhas mãos...vejo os teus olhos velarem-se e caíres como morta e ficares fria como quem perdeu a alma depois de longas horas de chuva e escuridão.
Mas, nesse mesmo instante, choro o teu fim tão prematuro e o meu tremendo poder e torno a pensar no teu riso contagiante, por detrás das portas, e na cálida morbidez da tua pele, e no teu rico passado...
Mas, nesse mesmo instante, choro o teu fim tão prematuro e o meu tremendo poder e torno a pensar no teu riso contagiante, por detrás das portas, e na cálida morbidez da tua pele, e no teu rico passado...
E choro por ti e por mim e penso que podes renascer em breve e levantar-te sadia e bela como antes e tornar a rir-me com com essa tua boca, com esses olhos castanhos que refletem a minha alma, com esses cabelos claros que esvoaçam na tua fronte.
E apenas acabo de o pensar, estás de novo ante mim, viva, suave, sorridente, ausente, sem uma lágrima presa às pestanas, e mal te aperto a mão branca, tu abraças-me, longa e suavemente....
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