1968! O ano mais fascinante do século XX.
Quarenta anos depois, 68 continua enigmático, estranho e ambíguo como um adolescente em crise existencial. Ele foi o ano da livre experimentação de drogas. Das garotas de minissaia. Do sexo sem culpa. Da pílula anticoncepcional. Do psicadelismo. Do movimento feminista. Da defesa dos direitos dos homossexuais. Do assassinato de Martin Luther King. Do assassinato de Robert Kennedy.Dos protestos contra a Guerra do Vietname. Da revolta dos estudantes em Paris. Da Primavera de Praga. Da radicalização da luta estudantil e do recrudescimento da ditadura no Brasil. Da tropicália e do cinema marginal brasileiro. Foi, em suma, o ano do “êxtase da História”, para citar uma frase do sociólogo francês Edgar Morin, um dos pensadores mais importantes do século XX. Foi um ano que, pelos seus excessos, marcou a humanidade. As utopias criadas em 68 podem não se ter realizado. Mas mudaram para sempre a forma como encaramos a vida.
Enquanto nos preparamos para encerrar a nossa passagem pelo Liceu Nacional de Faro, as coisas acontecem.
A 16 de Junho, durante os distúrbios no Quartier Latin, morre Gilles Tautin, de 17 anos.
Um estudante da nossa idade.
Que já não viu em Agosto de 1969, no interior do Estado de Nova Iorque, o chamado Woodstock Festival of Life que constituiu o ponto alto da chamada contra-cultura norte-americana, reunindo cerca de meio milhão de jovens que misturavam o activismo de esquerda, o gosto pela música rock e o consumo de droga, proclamando o make love, not war.
Uma consequência de 1968?
O maior de todos os festivais de Rock, realizado no fim de semana de 15 a 17 de Agosto, em Bethel, Nova Iorque.
O maior de todos os festivais de Rock, realizado no fim de semana de 15 a 17 de Agosto, em Bethel, Nova Iorque.
Festival aberto por Richie Evans, com o seu violão de doze cordas, tocando "High Flyin' Bird" e "Freedom", a última, criada no próprio palco, e encerrado por Jimi Hendrix, que deveria fechar o festival à meia-noite, mas começou às 9:00 da manhã. Apresentou um set de dezesseis canções, finalizando com "Hey Joe".
Mas há que relembrar sobretudo o célebro verso de Scott Mackenzie, em S. Francisco:
"There's a whole generation with a new explanation ..."
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