quarta-feira, 14 de março de 2012

Merlin

Virtude é poder, é excelência, é exigência.
As virtudes são os nossos valores morais, mas encarnadas, na medida das nossas possibilidades, e vividas em acto: sempre singulares, como cada um de nós, sempre plurais, como as fraquezas que combatem ou corrigem.
O Bem em si não existe: o bem está por fazer e a isso chamamos virtude.
Irei associar aos meus colegas do Liceu Nacional de Faro (1961/68) uma virtude, tanto quanto possível.
Não foram fáceis para mim os longínquos anos de 1961 a 1968, por variados motivos.
Nunca transparecendo essa dificuldade, quase sempre apareci com um sorriso nos lábios para as aulas da manhã e algumas de tarde.
Tive alguns excelentes colegas e amigos, o que só foi possível por outros haver que estavam nos antípodas da amizade.
A todos agradeço.
E vou começar pelo Merlin, o atleta da turma, cuja figura nos protegia, não só pelo sua estatura física, mas principalmente pela moral.
Soube pelo Leiria que hoje é professor de Educação Física, creio que no Alentejo.
A ele associo a Generosidade.
Generosidade que é a virtude da dádiva.
Não se trata de atribuir a cada um o que é seu, mas de oferecer o que não é seu, o que é nosso, o que lhe faz falta. A Generosidade eleva-nos até aos outros, e até nós próprios na medida em que nos liberta do nosso pequeno EU.
A língua adverte-nos de que quem não é generoso é baixo, cobarde, mesquinho, vil, avaro, cúpido, egoísta , sórdido...E todos nós o somos, mas nem sempre, não completamente: a generosidade separa-nos disso ou, por vezes, liberta-nos.
Merlin Nobre é uma pessoa livre.

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