quarta-feira, 14 de março de 2012

Gabriela

Gabriela aproxima-se de H e apoia a cabeça no seu ombro, num gesto de confusão, de medo, de ansiedade.
E exclama:
- Conheço este tipo.
Ergue a cabeça, olha o hotel, olha-a a ela e acrescenta:
- E a si também.
H nada lhe diz. O burburinho de verão aumenta de repente. Gabriela olha de novo o hotel.
- Voltei a escrever-lhe, ontem á noite.
- Ah!
- E encontreio-o na praia.
De fronte erguida, H olha a fachada branca do edifício de formas simples, erguido em frente ao mar.
A custo, arrasta-a consigo.
Arrastando-a, contornam o hotel.
A praia.
Ao longe, há pessoas e cavalos a passo.
O céu está ligeiro e o tempo aberto.
Dirigem-se para o mar, sobre a areia nua.
Gabriela continua a sentir frio, o hotel persegue-a, volta-se de novo para trás.
H impede-a de olhar, leva-a consigo.
E ela diz:
- Odeio-o.
H aperta-a mais contra o seu peito forte, quente, acariciador, e diz:
- Amo-a.

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