quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Dúvida existencial

DÚVIDA EXISTENCIAL


Quando parece que a noite nos vai derrotar e fazer esquecer os despojos do dia, eis que a dúvida surge do nada e se instala sem aviso prévio a nosso lado. Procuramos então desesperadamente, nas horas de sono tornadas subitamente tempo de vigília, a explicação para tudo aquilo que fizemos durante o dia, e mais que isso, o modo como tudo se materializou, isto é, as dependências inconscientes que nos levaram a agir de uma forma e não de outra. E fazemo-lo compulsivamente, apenas descansando quando chegamos à conclusão libertadora de que tudo está interligado, e como tal, naquilo que fizermos no futuro, encontraremos a explicação possível para todas as dúvidas angustiantes.

Assim reconfortados por essa descoberta, descansamos por fim com aquela serenidade própria de quem venceu, uma vez mais, a dúvida existencial.

Liberdade das areias movediças

FACE SEM ROSTO


Perco-me na cidade e reencontro-me no sonho.
Quase corro pela rua que me conduzirá ao ponto de encontro com o homem sem rosto.
Apenas uma vez lhe vi a face, de relance, mas não a fixei, talvez por saber que tudo não passava de uma ilusão.


O Caminho de Deus - drama da actualidade, a editar

Sinopse

Bashar al-Assad tinha tudo para ser feliz. Exercia medicina na cosmopolita cidade de Londres e estava profundamente apaixonado pela bela Asma Akhras, que brilhava no mundo da alta finança e na sociedade londrina.
A morte prematura do seu irmão Bassel, herdeiro político do regime, modificou-lhe o destino. Deveria agora regressar a casa para assumir o papel do malogrado irmão e suceder a seu pai, Hafez al-Assad, como presidente da Síria.
Com a bela Asma a seu lado, tudo corria bem depois da sua eleição no dealbar do novo milénio, e a Síria parecia abrir-se ao mundo depois de séculos de isolamento.

Mas infelizmente chegou a Primavera!
Para salvar a família que lhe resta, Dokhan tem  de aderir ao Daesh. Terá que viajar para Portugal onde aguardará instruções para perpetrar um atentado terrorista.....


terça-feira, 29 de agosto de 2017

O HOMEM SUSPENSO - Conto curto

O HOMEM SUSPENSO




Mesmo em frente ao seu apartamento há um prédio em construção.  
Uma manhã aproximou-se da janela e fixou-se por momentos nos trabalhos, nos sons, nas ordens gritadas pelos encarregados, de uma forma aparentemente anárquica.  
Subitamente a sua atenção fixou-se no operador do guindaste.  Pareceu-lhe ser a única pessoa calma daquele grupo.  
Estava numa posição privilegiada.  
Em vários sentidos.
A mais evidente era estar acima do solo, a uma certa altura. 
Arriscaria dizer a uns trinta, trinta e cinco metros. Ao nível do terraço de um prédio de dez andares. 
Tem seguramente uma vista magnífica sobre o espaço e poderá controlar sem esforço todos os movimentos daqueles que dependem dele para dar o próximo passo. 
Para o verem, aqueles que estão em baixo têm de olhar para cima, num movimento pouco natural. Que não se consegue manter durante muito tempo sem dor. 
Está, pois, numa espécie de posição divina, apenas com a desvantagem, ou vantagem, de ser parcialmente visível e de sofrer das limitações dos comuns dos mortais. 
A analogia, porém, é soberba. Controla todos os movimentos e os passos seguintes daqueles que estão ao nível do solo. 
É certo que o seu raio de acção é curto. Talvez não mais que dois metros. Porém, o guindaste que opera tem um alcance maior. 
Aí uns vinte metros de raio, o que significa que controla uma área cem vezes maior. 
Vítor apenas identificou uma desvantagem naquela posição superior. Tinha que estar sempre a olhar para baixo, e isso, para além de ser incómodo e pouco natural, retirava-lhe alguns graus de liberdade. 
Padecerá Deus das mesmas limitações, ou estará centrado nalgum lugar estratégico no centro do todo? 

A certa altura, pareceu-lhe que o operador olhou para ele. Notou-lhe um ar de inquietação, apesar da distância.


A Liberdade das areias movediças - Contos com sabor agridoce

ANTE SPIRITUM

Levamos muito tempo a amadurecer as ideias sobre determinados acontecimentos que nos marcaram indelevelmente em determinada altura da nossa vida. Eles permaneceram na nossa mente como uma infecção latente que foi evoluindo lentamente, algo adormecida, até encontrar uma fragilidade emocional para se revelar.
Um ponto de escape.
De repente, sem qualquer aviso prévio, salta-nos a mola, como sói dizer-se. Há quem lhe chame o corpo de dor emocional, e também há quem denomine esse fantasma com o nome pomposo de pressuposto implícito inconsciente. Há ainda quem defenda que esse é o nosso verdadeiro eu.
Sou menos filosófico. Prefiro falar em fragilidades ocasionais que nos transportam para momentos que consideramos felizes do nosso passado recente ou distante. Uma viagem no tempo para locais seguros.
Sim, a meu ver, é a fragilidade emocional, a consciência do Ser, que despoleta esse processo doloroso de criação. Subitamente, como por encanto, a memória de um facto antigo, embrião da criação, ganha vida própria e descobre o criador, muitas vezes para o salvar, outras para o confrontar consigo próprio.
São sobretudo factos isolados que de súbito ganham forma e se revelam em todo o seu esplendor, como se fossem a parte emersa de um iceberg, aquela que se consegue enxergar a olho nu. Então, nessa vertigem emocional, tudo o que há a fazer é mergulhar nas águas geladas que ocultam a sua verdadeira dimensão. A princípio é doloroso, há um choque térmico que quase faz parar a respiração, mas depois adaptamo-nos ao ambiente e tornamo-nos exploradores.
Como as leis da física, que existem independentemente de haver ou não consciência delas, também as histórias têm vida própria e apenas estão à espera que alguém tenha a capacidade de o demonstrar. E continuam a reger a nossa vida, apesar de apenas em sonhos, por vezes, as podermos visualizar. Mas é sempre um processo doloroso e ficamos com a impressão que não conseguimos recriar com fidelidade o nosso passado. Parece até que apenas pelo facto de o tentarmos a situação se transforma, se torna noutra entidade. A sensação é de que estamos a criar, não a recriar. Será impossível revisitar o passado? Será que o crivo da mente introduz subtilezas de que não nos apercebemos?

É difícil falar com clareza de um tema que conhecemos em profundidade.


ENSAIO SOBRE O HOMEM COMUM (na barbearia) - a editar

Absolutamente de acordo.
É um facto incontornável! É extraordinário que eu próprio tenha cometido esse erro durante tanto tempo. Eu, que me tenho por pessoa atenta, informada, experiente, consciente, errei grosseiramente. E no fundo era simples, bastava apenas deixar de ser comodamente arrastado pela corrente do óbvio. Bastava pensar um pouco.

Ou melhor, deixar de pensar e passar a ser uma presença atenta.



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O REGRESSO DO DITADOR - Romance a publicar



Ainda hesitou mas acabou por se colocar na fila do elétrico, mesmo em frente ao ministério das Finanças, no Terreiro do Paço. Olhou demoradamente para os edifícios que tão bem conhecia e que davam corpo àquele espaço a que muitos chamavam sala de visitas da cidade de Lisboa.
A pergunta que lhe queimava a alma permaneceu escondida atrás da surpresa, mas por vezes espreitava.

“Que faço eu aqui no meio da multidão?”

SINOPSE


Salazar surge inesperadamente no Terreiro do Paço mas não sabe como ali foi parar. Acha a cidade totalmente transformada e ninguém parece reconhecê-lo...
Só sabe que tem uma necessidade imperiosa de chegar a o palácio de Belém para falar com o Presidente da República.
O que ele não adivinha é que o inquilino é o professor Cavaco Silva e não o Almirante Américo Tomás.
E o ano é 2012!


O OLHO MÁGICO - Thriller psicológico - a publicar



SINOPSE



MIKE é inspector de polícia em Nova York. Descendente de portugueses da Beira Baixa, onde não 

vai há décadas.

Quase a chegar à reforma é confrontado com dois crimes violentos com contornos muito parecidos.

Em comum os assassinos, que acabaram por se suicidar depois de dizimarem as respectivas famílias, 

tinham passado férias recentemente em Cabo Verde, na Ilha do Sal.

Vitor Borges é um jovem professor de Antropologia na Faculdade de Ciências de Lisboa e está 

prestes a perder o contrato por falta de apoio governamental.

Os dois homens irão viajar para a pequena ilha do Atlântico mas não estão preparados para o que os 

espera.


O ÚLTIMO CÓNIO - Romance histórico, a publicar (Ossónoba, primeiro século da nossa era)

- Acreditas na metempsicose, Leonor? - pergunta Paulo, subtraindo-se subitamente àquela modorra que parecia tê-lo atingido desde que iniciara a viagem de comboio que os levaria de Lisboa até à capital do Algarve.
Olhava distraidamente pela janela, observando a paisagem que ia ficando para trás, e que finalmente se podia contemplar graças aos primeiros raio solares que timidamente começavam a surgir e afugentavam a escuridão.
Leonor leva algum tempo a perceber a pergunta, pois ela própria estava meio adormecida, embalada pelo movimento contínuo da carruagem, que parecia um mantra, ou uma canção suave, e lhe retirara positivamente toda a energia negativa da mente, libertando-a de preocupações e outras intrincadas invenções da mente.
Tinham trabalhado até tarde, fazendo mais uma direta, como chamavam ao tempo despendido com aquele trabalho urgente e inesperado que começara logo após uma frugal refeição, a que só com muita imaginação se poderia chamar jantar, e se prolongara pela noite fora, terminando quase em cima da hora da partida.

-O quê? - reage finalmente a rapariga, retirando subitamente os pés descalços do banco da frente, local onde os colocara assim que passarem a ponte, depois de confirmar que eram os únicos passageiros naquela manhã de primavera, e enfiando-os nos sapatos rasos que encontrou, não sem dificuldade, algures debaixo do seu assento.  


ENSAIO SOBRE A SOLIDÃO - ENSAIO PSICOLÓGICO, A publicar

Prefácio da amiga Becca Sales

António Delicado, durante largos anos engenheiro numa empresa estrangeira
sediada em Portugal, cuja recente falência o lança abruptamente no
desemprego a escassos anos da reforma, enceta, no mais improvável lugar, um
profundo e profuso diálogo com um imigrante ucraniano que, tal como ele,
espera a sua vez de ser atendido no processo de inscrição para a candidatura
ao subsídio de desemprego.
Biólogo e autor de várias publicações na sua pátria, este interlocutor não foi
escolhido ao acaso. Um desenraizado, numa bicha do Centro de Emprego, está
indubitavelmente mais receptivo a um discurso de mágoas, queixumes e
ressentimentos. A sua formação académica, e a sua cultura geral, torna-o um
receptor ideal para o nosso protagonista que, não obstante, confessa
honestamente que no fundo é ele próprio o principal destinatário da sua
argumentação. Mas ainda assim, percebe-se que dar visibilidade aos imigrantes
de leste, aos seus anseios e frustrações, também estava na mira do nosso
herói.
Ao longo destas páginas, de uma fluidez harmoniosa, onde acabamos por
tomar o lugar do privilegiado interlocutor, assistimos um discurso brilhante
sobre o sentido da vida, as perplexidades que esta nos pode suscitar, e
sobretudo à peculiar demanda intelectual de um pensador na pele de um
exímio engenheiro que, no entanto, nos deixa antever o seu apego a um
raro perfeccionismo muito profissional. Mesmo que vivido de forma
desapaixonada.
Com recurso a figuras discursivas como a analepse e a prolepse, conduz-nos na
sua incursão ao passado, de onde volta trazendo-nos precisas correlações com
os acontecimentos posteriormente vivenciados. As suas apuradas análises são
auxiliadas pelas suas próprias reminiscências, sem nunca perder o fio condutor.
Como um rio habituado à auto disciplina, correndo pelo seu leito sem precisar
de margens que o condicionem... Antecipa-se quando nos sente perto de fazer
uma objecção, demonstrando que existe uma sólida maturidade na linha do seu
pensamento. Que desde sempre foi em simultâneo actor e espectador...Um
observador que se coloca também dentro de espaço de observação. "não se
pode ser egótico e consciente ao mesmo tempo". E para além disso é preciso
não perder o ponto de retorno. Mas o nosso protagonista revela conhecer
bem os limites desse perigoso exercício. Que só pode ser desenvolvido com a
grande perícia de um cientista prático, digamos assim. já que precisamente
nessa linha, demasiado ténue, se encontra a âmago da sabedoria, mas também
o abismo do não-retorno. Depressa constatamos a genial plasticidade do seu
raciocínio. O seu domínio completo sobre as complexas deambulações e
regressos que vai fazendo, perante a nossa curiosidade completamente rendida
e aguçada, graças a um árduo e prévio trabalho intelectual e espiritual.
Na senda da sua abordagem à absurdidade da sociedade e da própria
existência, cita autores como Kafka. Tal como esses grandes escritores do
absurdo, esta personagem detentora de uma sensibildade absurda, consegue
sempre vislumbrar uma saída. Nota-se que se vai reconciliando com a vida,
atingindo uma certa calma, à medida que vai contando a sua história
romanesca. Desde que perdeu muita da sua inocência, ao partir aos dezoito
anos da sua pacata cidade do sul, para a grande aventura da vida universitária
na capital, passando pela saga D. Juanesca, aquando as
deslocações temporárias ao estrangeiro, em trabalho para a sua empresa, não
falta até um amor proibido projectado na bela e sedutora Sally, recepcionista de
um hotel londrino, e duas tentativas de assassinato: "Talvez tenha alargado
exponencialmente a minha imaginação, a minha dialética, ou pura e
simplesmente tenha encontrado o rasto da verdade absoluta". Diz o nosso
engenheiro, confessando-nos assim o seu ponto de encontro com a verdade
perseguível e jamais alcançada... " Filosofar não para mostrar que somos
cultos, mas para nos salvarmos".
o "corpo de Dor" é algo que o nosso protagonista também muito perscruta nas
suas incursões ao passado. Recorrendo mais uma vez a reminiscências,
correlações, e dispondo-as mtas vezes através de metáforas.
Pergunto-me como leitora, e conhecendo já um pouco o autor desta genial e
brilhante obra para me permitir reconhecer alguma similitude entre a sua
biografia e esta narrativa, se terá assim encontrado, o engenheiro (também
durante largos anos exercendo a docência, como professor convidado no
Instituto Superior Técnico em Lisboa) Hélio Pereira, a sua "janela
respiratória"?... Uma forma criativa de falar do "corpo de dor" sem entrar em
pormenores, nomeadamente, sobre a sua involuntária participação na guerra.
Ele já não pode ser Sísifo apenas na fase incessantemente da elevação da
descomunal pedra (condição do Homem mto evocada pelo seu personagem
criado), pois já descobriu o sentido da sua existência, atrevo-me a conjecturar.
Na verdade sempre o suspeitou. Mas é justamente em plena crise
generalizada, que se encontra consigo próprio, e também por isso nos pode
dar uma retrospectiva do que se está a passar neste momento na europa em
geral, e no nosso país em particular...
Hélio Pereira é um nome a reter. Um autor completamente comprometido com
a vida e com a sociedade que o rodeia. Desmentindo a falácia de que o
indivíduo que se debruça sobre si mesmo, para que seja perante si revelado,
numa clara demanda a partir do sentido de si, não está ganho para se dar ao
meio que o rodeia.
A páginas tantas António diz: " Ninguém gosta de indivíduos, preferem pessoas
que se integram nas regras sociais, que vivam em harmonia com os costumes
da terra, se bem que para tal tenham que se afastar de si mesmos. Depois vêm
as doenças, as tristezas, as infelicidades, e a sociedade gosta de pessoas
infelizes a quem possam dar a sua solidariedade, bater nas costas, vender
remédios".
Tal como o protagonista do seu romance, o escritor Hélio Pereira prefere a
justiça à solidariedade. A ética às aparências. E é isto que o torna um escritor
universal e intemporal. Mas não nos dá conta apenas da condição humana e
social; compromete-se também lançando pistas, criando verdadeira
comunicabilidade não só com os que estão despertos, mas sacudindo também
os dos senso-comum, mergulhados no seu (para ele) estranho mundo de
apatia. Afinal estamos todos neste barco. Onde os nossos jovens são exortados
a emigrar. Os filhos de Abril. Os filhos da nossa esperança...
Esta personagem questiona-se e questiona-nos continuamente. E nem as
recentes mudanças do papel da mulher, na sociedade contemporânea, foram
esquecidas. Nada é omitido. Tudo é passível de ser enunciado, questionado,
esmiuçado, nesta obra singular



O AMOR NOS TEMPOS DE CRISE (2012) - Drama a editar


SINOPSE
Uma auto crítica sentimental!

Confesso que tive muitas dificuldades em começar, e ainda não acredito que acedi ao pedido, melhor, à sugestão, do meu amigo Luís Carlos para lhe escrever as memórias relativas ao período de crise que atravessou, que abarca praticamente toda a sua vida.

Bem sei que sou a pessoa que mais de perto testemunhou algumas das suas experiências, ou as ouviu atenta e cautelosamente, que ele nisso é muito melindroso e gosta de se fazer ouvir sem ser interrompido, e como me posso gabar de ter uma boa memória, é natural que ele me tenha reconhecido como o mensageiro ideal das suas aventuras, coisa que sugeriu numa noite de nostalgia em que adivinhou o seu fim prematuro. ....




EUTANÁSIA, uma questão de vida e de morte - Peça teatral em dois actos



SINOPSE


Dois irmãos tentam tomar a melhor decisão face ao sofrimento da mãe, em estado terminal.


CENÁRIO
Quarto de dormir, situado no primeiro andar da mansão dos Monteiro, uma família que prosperou com o negócio imobiliário.
À direita, em primeiro plano, umas portas desdobráveis que dão para uma sala de banho, e à esquerda, perto da porta que dá acesso à escadaria, um magnífico aparador repleto de fotografias.
No centro da divisão uma mesa redonda com um valioso jarrão, e encostado à parede, um pouco mais em fundo, um belo canapé de veludo.
Perto da larga janela, que dá para um espaço exterior e de onde se pode vislumbrar o mar, está uma cama ocupada por Dª Rita Monteiro, de sessenta anos, completamente paralisada do pescoço para baixo, devido a graves hemorragias internas que lhe danificaram os rins e o fígado. Por cima da cama um imponente retrato a óleo da dona da casa, quando jovem, e no soalho de madeira, um magnífico tapete persa que empresta ao ambiente um toque de conforto e classe.


ÉTICA AO PEQUENO-ALMOÇO - Ensaio filosófico, a publicar


Ética ao pequeno-almoço

Sinopse

Dois amigos improváveis encontram-se diariamente no café de bairro na grande cidade para discutir as grandes questões filosóficas, tomando como ponto de partida os pequenos dramas do quotidiano e a crise que assola o país.

A eles se junta esporadicamente o senhor Manuel, empregado de mesa, que lhes vai dando mote, com a sua perspicácia, para novos temas e novos caminhos de discussão.


O POLÍTICO CONSCIENTE - Romance a publicar


“O Político Consciente”

Sinopse

B. Caldaços, filho de um rico industrial do sul do país, termina o curso de engenharia exactamente quando rebenta a revolução.
Tem uma mente brilhante e é incitado por um professor a tirar um doutoramento em Inglaterra, mas acaba por não resistir ao convite de um colega para integrar a Maçonaria.

A sua carreira política é meteórica e chega ao poder, mas rapidamente acaba por se aperceber que as cedências morais a que a função de primeiro-ministro o obriga nada têm a ver com quem ele é.


domingo, 27 de agosto de 2017

INQUIETAÇÕES - Pensamentos e aforismos, a publicar


(29)


Há certas associações

Que me surpreendem, pois não sei

Se resultam directamente de memórias antigas

Ou apenas de uma necessidade de passar a papel

As imagens que as motivam



BREJOEIRA, a geração esquecida, romance a publicar


SINOPSE


Brejoeira
“ A Geração esquecida”


O engenheiro Marcos Pereira, professor no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, aproveita umas pequenas férias para visitar Monção, na tentativa de encontrar o rasto de uma linha genealógica recentemente descoberta.
Tal viagem levá-lo-á à Brejoeira, onde é confrontado com uma série de fenómenos inexplicáveis que há muito sucedem no palácio, e que estão associados a um nome que consta da sua lista de ancestrais.
Na companhia da esposa, Marina, que revela capacidades místicas surpreendentes, e dos párocos de Monção e Mazedo, Marcos fará uma viagem espiritual, no tempo, confrontando-se com as intrigas que levaram à Guerra da Restauração e conhecerá personalidades fascinantes como o Padre António Vieira.

O drama da Vila de Monção e das famílias galegas e monçanenses, que se cruzam servem de pano de fundo para que Marcos consiga no fim resolver o mistério do Valle da Roza, onde se ergue, imponente, o Palácio da Brejoeira.







ALCAÇARIAS, em busca da alma perdida - Livro a editar


SINOPSE

 UM manuscrito de Samuel Gacon é encontrado no interior do Pentateuco, na British Library, e indicia a existência de uma primeira obra do tipógrafo, dedicada a Joseph Bellis, descendente de mouros e pescador na Vila de Faaram, no final do século XV, que conseguira resgatar Samuel das mãos de Torquemada.
Entre os dois homens estabelece-se uma profunda amizade, desenvolvida no ambiente mágico do mercado das Alcaçarias, cujo testemunho é passado de geração em geração.
James da Rocha, professor de Língua Portuguesa no Instituto Camões em Oxford, é convidado pelo seu amigo e director da British Library, Ronald Morris, a tentar encontrar o livro perdido.
Regressa a Faro em Março de 2009, após longa ausência, na companhia de Meriam, a bela judia que prepara um doutoramento sobre o judaísmo sefardita, para rever um colega cujo contacto perdeu há quatro décadas.
Francisco Bellis vive obcecado pelo passado e pelas estranhas aparições que estão associadas a um incunábulo indecifrável que herdou do avô, e cuja origem tenta desesperadamente encontrar.
Estão todos em busca de respostas, enquanto em pano de fundo dois homens lutam intensamente pela Liberdade, contra as verdades instituídas.


Triagem de Manchester - livro editado por ARANDIS em 2014


SINOPSE



No final do dia, Laertes Moscoso é acometido de uma forte dor no peito e suspeita que está a fazer um enfarte. 
A esposa leva-o ao hospital concelhio, mas antes de ser diagnosticado tem que passar pela triagem de Manchester.
Enquanto espera, apercebe-se que à sua frente existe uma porta estreita que deve atravessar para iniciar uma viagem eventualmente sem volta.
Curiosamente não é a morte que o atormenta, mas sim a angústia da espera.



Meca dos Sifilíticos - livro editado por ARANDIS em 2013


                                                                          SINOPSE

No primeiro ano do século XIX, o jovem médico Lázaro Doglioni viaja da sua Veneza natal para Inglaterra, fugindo da prepotência de Napoleão, mas acaba por naufragar ao largo de Tavira.
Milagrosamente salvo por pescadores, é depois conduzido para Faro onde  fica sob a protecção do cônsul de Veneza.
Decide ficar a viver nesta cidade onde conhece o amor, a amizade, a fama e a fortuna, mas também a aventura ao tornar-se participante activo de um período conturbado da história do Algarve.
A pacata cidade de Faro consegue superar sucessivamente a primeira invasão francesa, as divisões e crueldades das guerras liberais e os jogos de poder, mas parece estar indefesa contra a sífilis mortal.