Como tantas outras raparigas que tiveram uma educação puritana, Mariana da Purificação tinha o hábito de meditar nos seus pecados , nas suas loucuras e nas suas imperfeições.
Julgava-se - sem dúvida com razão - miserável.
A pouco e pouco porém aprendeu a ser indiferente para ela própria e para as suas deficiências; começou a concentrar cada vez mais a sua atenção nos objectos exteriores;a situação do mundo, os vários ramos do saber, as pessoas pelas quais sentia afeição.
É certo que os interesses exteriores comportam também muitas possibilidades de sofrimento:o mundo pode ser mergulhado na guerra; o saber, em certa direcção, pode ser difícil de adquirir; os amigos podem morrer.
A pouco e pouco porém aprendeu a ser indiferente para ela própria e para as suas deficiências; começou a concentrar cada vez mais a sua atenção nos objectos exteriores;a situação do mundo, os vários ramos do saber, as pessoas pelas quais sentia afeição.
É certo que os interesses exteriores comportam também muitas possibilidades de sofrimento:o mundo pode ser mergulhado na guerra; o saber, em certa direcção, pode ser difícil de adquirir; os amigos podem morrer.
Mas os sofrimentos desta ordem não destroem a qualidade essencial da vida como o fazem os que resultam da aversão por si mesma.
Além disso, todo o interesse exterior incita a qualquer actividade, o que é óptimo preventivo contra a tristeza enquanto esse interesse permanece vivo.
O interesse por si própria, pelo contrário, conduz à inactividade de uma forma progressiva: a escrever um diário, a psicanalizar-se ou talvez a recolher a um convento, ou mesmo a casar-se sem amor.
Mas uma freira não será feliz enquanto a rotina do convento não lhe fizer esquecer a sua própria alma.
O interesse por si própria, pelo contrário, conduz à inactividade de uma forma progressiva: a escrever um diário, a psicanalizar-se ou talvez a recolher a um convento, ou mesmo a casar-se sem amor.
Mas uma freira não será feliz enquanto a rotina do convento não lhe fizer esquecer a sua própria alma.
A felicidade que Mariana da Purificação atribui à religião alcançá-la-ia igualmente como costureira, empregada da limpeza ou prostituta, desde que fosse obrigada a sê-lo sempre.
Uma disciplina exterior é o único caminho para a felicidade para essas infortunadas, como Mariana da Purificação, cujo egocentrismo é demasiado profundo para se curar de outra maneira.
Uma disciplina exterior é o único caminho para a felicidade para essas infortunadas, como Mariana da Purificação, cujo egocentrismo é demasiado profundo para se curar de outra maneira.
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