De pé, na margem do rio, olha demoradamente o curso das águas que serpenteiam em bebedeiras de azul,devolvendo em forma de estrelas os últimos raios de sol.
Interroga-se sobre quais terão sido os factos e os erros que o conduziram ali.
Interroga-se sobre quais terão sido os factos e os erros que o conduziram ali.
Exercício complexo, uma vez que a memória começou já a atraiçoá-lo, inexoravelmente.
Num esforço de introspecção, respira fundo e deixa cair pesadamente a cabeça sobre o peito; contempla demoradamente as suas mãos e então, lenta mas decididamente, levanta os olhos para a outra margem.
Num esforço de introspecção, respira fundo e deixa cair pesadamente a cabeça sobre o peito; contempla demoradamente as suas mãos e então, lenta mas decididamente, levanta os olhos para a outra margem.
Que fraqueza, que vaidade o terão levado a refugiar-se bem no interior das suas convicções? Terão sido as dúvidas, os receios, ou apenas o destino?
Ela continua lá, e entre eles um rio feito oceano intransponível!
Ela continua lá, e entre eles um rio feito oceano intransponível!
É necessário tão pouco, apenas um pequeno desvio para que dois caminhos se comecem a separar duma forma definitiva.
Foram inúmeras as tentativas que fez para passar para a outra margem, mas um peso excessivo não o deixou dar o primeiro passo.
Erguermo-nos dum estado miserável é algo que mesmo com força de vontade, tem de ser fácil.
Mas com ele tal não sucedeu, não sucede; diria que é como um tronco de árvore na neve aparentemente jazendo liso, e com um pequeno empurrão seria fácil movê-lo.
Mas não, tal não é possível pois está firmemente agarrado ao solo , preso pelas imensas raízes da sua irracionalidade.
Mas , vejam bem, até isso é aparente!
Até quando estará ela, ou a sua ilusória imagem,disposta a esperar ?
Foram inúmeras as tentativas que fez para passar para a outra margem, mas um peso excessivo não o deixou dar o primeiro passo.
Erguermo-nos dum estado miserável é algo que mesmo com força de vontade, tem de ser fácil.
Mas com ele tal não sucedeu, não sucede; diria que é como um tronco de árvore na neve aparentemente jazendo liso, e com um pequeno empurrão seria fácil movê-lo.
Mas não, tal não é possível pois está firmemente agarrado ao solo , preso pelas imensas raízes da sua irracionalidade.
Mas , vejam bem, até isso é aparente!
Até quando estará ela, ou a sua ilusória imagem,disposta a esperar ?
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