quarta-feira, 14 de março de 2012

O Político feliz

Lanço aqui um desafio para que identifiquem o político português com o perfil ajustável às características que enumero a seguir.
Parecendo uma tarefa fácil, não o é, de facto.
Há aqui seguramente alguns detalhes que poderão fazer a diferença.
Afinal não é Berlusconi quem quer, mas quem sabe.
O Político feliz é seguramente aquele que vive objectivamente, duma forma optimista, com afeições livres, interesses vastos, e rapidamente se torna objecto de interesse e afeição por parte dos outros .
De certo modo a Felicidade tem muito a ver com o facto de se receber afeição por parte dos outros, de nos sentirmos desejados, sem ter que forçar essa espécie de reconhecimento.
Quem recebe não é quem pede, mas quem dá: estaremos aqui perante a parábola: Dar para receber.
Contudo tem que o fazer de uma forma que pareça honesta, sincera e sem calculismos; não poderá dar afectos de uma forma idêntica a quem empresta dinheiro para receber com juros; isso é imediatamente percebido pelas pessoas.
Enquanto dispender energias a pensar nas causas do seu mal, o político feliz permanecerá encerrado dentro de si, da sua armadura, e como tal, não sairá desse círculo vicioso onde impera a Infelicidade.
Deverá evitá-lo a todo o custo.
Les jeux sont faits.

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