Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus naturalmente, dada a sua natureza humana, se quebra quando surge ocasião de melhor proveito.
Mas o medo, ah! o medo esse mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona.
Sendo aceitável esta noção maquiavélica, que poderemos nós esperar de uma relacção?
Se somos amáveis estamos de peito aberto à traição dos que dizendo amar-nos , apenas espreitam a oportunidade de quebrar os invisíveis laços; se somos temidos, apenas podemos esperar uma falsa adoração.
Como é difícil a vida de um político ou de um amante.
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