Os seres humanos podem ser intensamente felizes e intensamente infelizes.
Têm a liberdade de escolher.
Esta liberdade é um risco, ela é muito perigosa, porque significa que ele se torna responsável.
Acontece que geralmente a única coisa que os seres humanos têm é a sua infelicidade.
Por isso se apegam a ela com todas as suas forças.
Falam dela constantemente.
Com ela, têm a certeza que vão receber o conforto dos outros.
Coitadinho.
Faz parte do nosso clube.
É por este facto, por as pessoas serem infelizes, por escolha inconsciente, que existem tantas religiões.
Uma pessoa verdadeiramente feliz não precisa de religião, nem de templos, nem de igrejas.
O Universo inteiro é um templo e a própria existência uma religião.
Mas viver assim , religiosamente, neste sentido, implica uma grande coragem.
Não há regras nem dogmas para nos defenderem.
E ser livre é perigoso, e nesse sentido as religiões aparecem como dominações, possuidoras.
E cada vez há mais, pois o mercado do medo e do sono é grande.
E quanto mais religiões houver, mais chefes existem.
Mais poder.
Cristo deu a religião, e a seguir as pessoas, adormecidas, convertem-na numa Igreja.
A Verdade é transformada em dogmas.
E com dogmas, as pessoas ficam confiantes.
Há algo ou alguém que dita as regras.
Estamos presos mas estamos fora de perigo.
Estamos a coberto das regras,
Cristo vive no plano da consciência.
Aqueles que o ouvem, que o seguem, vivem no plano do sono.
Interpretam a verdade e criam a religião.
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