Sentou-se perto da janela do combóio com destino a Marselha, e deu por si a olhar insistentemete para a jovem que aguardava com alguma impaciência a chegada de alguém.
Pelo menos assim parecia, dada a inquietação com que ela olhava para o relógio enorme que balouçava ao sabor do vento forte que se levantara, de seguida para o combóio, como que para confirmar que ainda ali estava, e depois para a porta de acesso à gare.
O seu rosto parecia contudo calmo, contrastando com a inquietação dos seus movimentos.
O primeiro apito soou, e para B deixou de ser importante o facto de o combóio sair ou não a horas do cais de Montlefrois.
Toda a sua atenção recaía agora sobre a jovem, que tinha que tomar uma decisão: corria para o combóio que claramente ainda conseguiria apanhar, ou ficava no cais esperando a chegada de alguém, ou de algo, que aparentemente se esquecera ou negligenciara o acordado..
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