Assistimos todos, pelo menos os que estão minimamente atentos, sejam observadores, como eu, ou analistas profissionais, avençados ou independentes, ao verdadeiro acto teatral que é a "discussão" prévia do próximo OE. Obviamente que o orçamento vai ser aprovado, já está aprovado.
E a tudo isto assiste o PR, enquanto a vida continua.
Tudo o que escrevi até agora, com excepção da minha auto-confissão, é do conhecimento geral.
Infelizmente a maioria dos portugueses está olimpicamente desinteressado da importância do tema. De facto os portugueses estão tão egoisticamente centrados na sua esfera de preocupações quotidianas que prestam muito pouca atenção ao que transcende o seu domínio pessoal.
Mas isso não sucede por acaso, havendo no mínimo duas explicações que considero plausíveis:
1. Os dirigentes políticos , estes e todos os outros, desenvolveram uma técnica que consiste em levar a cabo muitas acções que lhes permitem fingir que estão a tomar medidas efectivas para evitar a catástrofe: inúmeras conferências, resoluções, discursos sobre o orçamento e sua importância vital, vêm dar a impressão de que existe o reconhecimento da dimensão do problema do país, e de que algo está a ser feito no sentido de o resolver.
Nada de verdadeiramente importante acontecerá, mas tanto os dirigentes como os seus seguidores anestesiam a consciência e o desejo de sobreviver, transmitindo uma imagem de conhecer bem o caminho e de estar a avançar na direcção certa.
2. Há outra explicação, defendida por alguns, para o amortecimentodo nosso instinto, enquanto portugueses, pelos destinos do nosso país. É a que defende que as mudanças que seriam necessárias introduzir nos seus padrões de vida, a nivel cultural, social, intelectual, de cidadania, seriam de tal modo drásticas, que os portugueses preferem acreditar que tudo está bem entregue a ter que fazer esse caminho de retorno à consciência.
´E claro que os portugueses sabem que o actual sistema gera um egoismo tão denso que faz com que os dirigentes valorizem mais o seu êxito pessoal (para usar um eufemismo) do que o desenvolvimento social. Deixou de ser chocante o enriquecimento ilícito e outras acções nocivas ao país.
"Todos fazem", diz o povo, enquanto espreita a novela ou o derbi regional...
E a tudo isto assiste o PR, enquanto a vida continua.
Tudo o que escrevi até agora, com excepção da minha auto-confissão, é do conhecimento geral.
Infelizmente a maioria dos portugueses está olimpicamente desinteressado da importância do tema. De facto os portugueses estão tão egoisticamente centrados na sua esfera de preocupações quotidianas que prestam muito pouca atenção ao que transcende o seu domínio pessoal.
Mas isso não sucede por acaso, havendo no mínimo duas explicações que considero plausíveis:
1. Os dirigentes políticos , estes e todos os outros, desenvolveram uma técnica que consiste em levar a cabo muitas acções que lhes permitem fingir que estão a tomar medidas efectivas para evitar a catástrofe: inúmeras conferências, resoluções, discursos sobre o orçamento e sua importância vital, vêm dar a impressão de que existe o reconhecimento da dimensão do problema do país, e de que algo está a ser feito no sentido de o resolver.
Nada de verdadeiramente importante acontecerá, mas tanto os dirigentes como os seus seguidores anestesiam a consciência e o desejo de sobreviver, transmitindo uma imagem de conhecer bem o caminho e de estar a avançar na direcção certa.
2. Há outra explicação, defendida por alguns, para o amortecimentodo nosso instinto, enquanto portugueses, pelos destinos do nosso país. É a que defende que as mudanças que seriam necessárias introduzir nos seus padrões de vida, a nivel cultural, social, intelectual, de cidadania, seriam de tal modo drásticas, que os portugueses preferem acreditar que tudo está bem entregue a ter que fazer esse caminho de retorno à consciência.
´E claro que os portugueses sabem que o actual sistema gera um egoismo tão denso que faz com que os dirigentes valorizem mais o seu êxito pessoal (para usar um eufemismo) do que o desenvolvimento social. Deixou de ser chocante o enriquecimento ilícito e outras acções nocivas ao país.
"Todos fazem", diz o povo, enquanto espreita a novela ou o derbi regional...
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