domingo, 18 de março de 2012

Lisboa à noite

Decidiu adquirir uma pistola no mercado negro.
Depois de o fazer, começou a percorrer as ruas da cidade a horas mortas, despreocupadamente, acariciando a coronha da arma, de um xadrez negro, como quem afaga um ser amado.
Já não tinha medo, e esperava do fundo da sua alma, que alguém o abordasse com objectivos pouco amigáveis.
Só a vaga ideia da iniciação lhe colocava um sorriso ténue na cara enrugada.

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