domingo, 18 de março de 2012

Sandra e eu

A realidade e a ficção entrecruzam-se para mostrar uma única escapatória perante o absurdo da existência e da morte em que decorre o dia a dia de Sandra : a sua inegualável vontade de transcender qualquer sucesso na própria vida, numa tentativa de corrigir os estragos do tempo, que acabam sempre por transformar (por falta de maturidade, creio eu) o amor em ódio, a beleza em fealdade, a lealdade em traição e o idealismo em corrupção.
Mas Sandra sabe que nos meus braços está em segurança.
Diria que fomos feitos um para o outro.
Atingimos aquele ponto em que podemos dizer ou fazer tudo o que o coração ou o corpo nos ditar, uma vez que tudo o que em conjunto fazemos emerge do nosso centro; o amor partilhado até à exaustão, com que enchemos a nossa noite é como que um bálsamo que nos permite enfrentar o dia seguinte de alma limpa.
E assemelha-se a uma ode à esperança, a única capaz de desvelar as miragens da natureza humana, de que por acaso fazemos parte.

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