Vários alunos e professores ,no LNF (Liceu Nacional de Faro) dissertaram sobre a Felicidade nos anos lectivos de 1961/8.
Vou aqui tentar recordar esses magistrais devaneios, numa década em que começou aquilo a que alguns de nós, sobreviventes, haveriam de chamar, entre copos no Procópio, a "Era da Grande Infelicidade".
Começarei pela regra do Professor Fortes:
....."A Felicidade não consiste, primariamente, em ter ou não ter, mas sim em ser, sem descurar os elementos afectivos e emocionais, compatíveis com a serena racionalidade, indispensáveis a uma vida perenemente feliz.
A afectividade faz parte do homem completo e querer excluí-la da vida humana é querer edificar a felicidade sobre bases falsas....
.....Se por um espaço de alguns meses, observarem rigorosamente as prescrições, que se seguem, ver-se-á operar, na vossa vida uma MUTAÇÃO TÃO FAVORÁVEL, que nunca mais poderão esquecê-las. Mas, meus filhos, para que obtenham o êxito desejado, é necessário que adapteis a vossa vida à estrita observância desta minha regra.
É simples e fácil de seguir, mas é preciso observá-la com a máxima perseverança.
Julgam que a Felicidade não vale um pouco de esforço?
Se não forem capazes de por em prática esta regra, tereis o direito de vos queixardes do destino?
Será tão difícil a tentativa de uma prova?
É uma regra legada pela antiga Sabedoria e há nela mais transcendência do que simplicidade, como parece à primeira vista...."
Regra "Fortes":
Antes de tudo, lembrem-se de que não há nada melhor do que a saúde.
Para isso deverão respirar, com a maior frequência possível profunda e ritmicamente, enchendo os pulmões, ao ar livre ou defronte de uma janela aberta.
Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água, pelo menos; comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os medicamentos, salvo em caso de moléstia grave.
Banhar-se diariamente, é um hábito que deverão à vossa própria dignidade.
Sem comentários:
Enviar um comentário