Poucas coisas me desiludem.
Direi mesmo que já nada me consegue desiludir.
Pelo simples facto de que não tenho ilusões a respeito de ninguém.
Tinha sim esperança que a selecção nacional portuguesa de futebol fosse longe neste campeonato da Europa 2008.
Agora sei que não vão passar de quinta-feira próxima, dia 19 de Junho de 2008, seja com que adversário jogarem.
Perderam, e perdeu o povo português, sempre amante do futebol, a hipótese da Felicidade.
Diria que por um erro cultural.
Um erro contudo trivial, pois inerente à mente humana.
Scolari não sabe, contrariamente ao que pretendia, que a Felicidade não tem a ver com a ambição, não tem a ver com o dinheiro, nem com o poder, nem com o prestígio. A Felicidade tem a ver com a consciência, e não com o carácter.
E Luis Felipe Scolari tem um enorme carácter.
Por isso esqueceu que o dinheiro é um símbolo.O poder é um símbolo.A respeitabilidade é um símbolo.Não são realidades; são projecções da mente humana.
Ao violar uma lei que impôs ao seu grupo de futebolistas, a de não tratar de negócios e transferências antes do final do evento desportivo chamado Campeonato da Europa 2008, Scolari perdeu todo o carisma e respeitabilidade.
Scolari revelou ao mundo do futebol e não só (bandeiras penduradas nas varandas), qual o seu preço.
Isto porque por duas vezes, anteriormente, Scolari reagira com força (consciência?) a assédios semelhantes, durante dois outros eventos (Benfica em 2004 e Federação Inglesa de Futebol em 2006).
Scolari transformou a Selecção de futebol numa autêntica "Casa de Câmbio, a saldo".
Que irá perder no dia 19 p.f., seja contra a Alemanha, Áustria ou Polónia.
A este propósito devo contar duas histórias, também com dois brasileiros como protagonistas.
1 . Rubens Gunther, um rapaz brasileiro, filho de refugiados alemães no Brasil, depois da segunda guerra mundial.
Direi mesmo que já nada me consegue desiludir.
Pelo simples facto de que não tenho ilusões a respeito de ninguém.
Tinha sim esperança que a selecção nacional portuguesa de futebol fosse longe neste campeonato da Europa 2008.
Agora sei que não vão passar de quinta-feira próxima, dia 19 de Junho de 2008, seja com que adversário jogarem.
Perderam, e perdeu o povo português, sempre amante do futebol, a hipótese da Felicidade.
Diria que por um erro cultural.
Um erro contudo trivial, pois inerente à mente humana.
Scolari não sabe, contrariamente ao que pretendia, que a Felicidade não tem a ver com a ambição, não tem a ver com o dinheiro, nem com o poder, nem com o prestígio. A Felicidade tem a ver com a consciência, e não com o carácter.
E Luis Felipe Scolari tem um enorme carácter.
Por isso esqueceu que o dinheiro é um símbolo.O poder é um símbolo.A respeitabilidade é um símbolo.Não são realidades; são projecções da mente humana.
Ao violar uma lei que impôs ao seu grupo de futebolistas, a de não tratar de negócios e transferências antes do final do evento desportivo chamado Campeonato da Europa 2008, Scolari perdeu todo o carisma e respeitabilidade.
Scolari revelou ao mundo do futebol e não só (bandeiras penduradas nas varandas), qual o seu preço.
Isto porque por duas vezes, anteriormente, Scolari reagira com força (consciência?) a assédios semelhantes, durante dois outros eventos (Benfica em 2004 e Federação Inglesa de Futebol em 2006).
Scolari transformou a Selecção de futebol numa autêntica "Casa de Câmbio, a saldo".
Que irá perder no dia 19 p.f., seja contra a Alemanha, Áustria ou Polónia.
A este propósito devo contar duas histórias, também com dois brasileiros como protagonistas.
1 . Rubens Gunther, um rapaz brasileiro, filho de refugiados alemães no Brasil, depois da segunda guerra mundial.
Meu colega na RUPN (Residência Universitária Pedro Nunes, em Lisboa) entre 1968 e 1974.
Salvou-me a vida na noite de 28 de Fevereiro de 1969, a noite do terramoto, ao despertar-me quando a mobília se despenhava sobre o meu corpo adormecido.
Um brincalhão.Um gentleman.
Tinha na parede uma mensagem paradigmática:
- Aqui toda a palavra tem um preço....algumas senhoras também...
Salvou-me a vida na noite de 28 de Fevereiro de 1969, a noite do terramoto, ao despertar-me quando a mobília se despenhava sobre o meu corpo adormecido.
Um brincalhão.Um gentleman.
Tinha na parede uma mensagem paradigmática:
- Aqui toda a palavra tem um preço....algumas senhoras também...
Como Scolari.
2 . Juca Chaves, comediante brasileiro, conta a seguinte parábola:
Num cocktail, um indivíduo observa uma senhora com uma beleza indescritível, quase intangível. Sem poder resistir, dirige-se a ela e pergunta:
- A Senhora faria amor comigo por um milhão de dólares?
- Um milhão de dólares? Bem.....
- E se fosse por cem dólares?
- O Senhor julga que sou alguma prostituta?
- Bem, isso ficou definido aquando da primeira pergunta.
Agora só estamos a negociar....
Como Scolari.
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