quinta-feira, 15 de março de 2012

Faro

FARO - O nome muitas vezes utilizado pela população do Concelho de Faro - Ossónoba - deriva da expressão fenícia Osson Êba, armazém no sepal e reporta-se ao período VIII a.c., período em que se estabeleceu uma área comercial no morro da Sé. Durante a ocupação árabe o nome Ossónoba prevaleceu, desaparecendo apenas no séc. IX, dando lugar a Santa Maria do Ocidente. Após o governo de Said Ibn Harun na taifa de Santa Maria, no séc. XI a cidade passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Depois da conquista por D.Afonso III os portugueses designaram a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram. No séc. XVI a XVII o nome evoluiu para Farom , Faroo e Farão. O nome Faro surgiu no séc. XVIII e permaneceu até aos dias de hoje.
A água é igual ao tempo e fornece à beleza o seu duplo.
Parcialmente feitos de água, nós também servimos da mesma forma a beleza.
Aflorando a água, Faro apura as feições do tempo, embeleza o futuro.
Nisso consiste o papel desta cidade no Universo.
Porque a cidade é estática, ao passo que nós nos movemos.
A lágrima é disso a prova.
Porque nós passamos e a beleza fica.
Porque nos dirigimos para o futuro, enquanto a beleza é o eterno presente.
A lágrima é a nossa tentativa de permanecer, de ficar para trás, de nos fundirmos com a cidade.
Mas isso é contra as regras.
A lágrima é um retrocesso, um tributo do futuro ao passado.
Ou então é o resultado que se obtém quando se subtrai a maior da menor parcela: a beleza, do homem.
O mesmo vale para o amor, porque também o nosso amor é maior do que nós.

Até sempre

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