quinta-feira, 15 de março de 2012

O Santo

O destino gosta de inventar desenhos e figuras.
A sua dificuldade reside no que é complicado.
A própria vida, porém, tem a dificuldade da simplicidade.
Só tem algumas coisas de uma dimensão que nos excede.
O santo, declinando o destino, escolhe estas coisas por amor a Deus.
Mas que a mulher, segundo a sua natureza, tenha de fazer a mesma escolha em relação ao homem, isso evoca a fatalidade de todos os laços de amor: decidida e sem destino, como um ser eterno, fica ao lado dele, que se transformará.
Sempre a amante ultrapassa o amado, porque a vida é maior do que o destino.
A sua entrega quer ser sem medida: esta é a sua felicidade.
A dor inominada do seu amor, porém, foi sempre esta: exigirem-lhe que limitasse essa entrega.

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