Dizem os irónicos que a única lei que se aplica em Portugal é a Lei da Gravidade.
Eu não estou em desacordo com esses pessimistas.
Eu estou totalmente em desacordo com eles.
Há de facto no nosso País excepções bem conhecidas que provam que até a lei de Isaac Newton (ou de Isaú Guerreiro Gonçalves, mas já lá iremos...) não se aplica nesta terra que já foi de tanta gente que nem dá para enunciar.
Agora também é, mas apenas de alguns.
Agora é uma Terra Democrática.
Há de facto alguns ilustres colunáveis da nossa praça que não se sujeitam a essa mesquinha lei que tende a puxar-nos para baixo sempre que estamos em desiquilíbrio.
Eles flutuam.
Sim, flutuam.
Parece que se vão espalhar, cair de borco, bater com a fuça no chão dos mortais, dos sujeitos à gravidade, mas não.
Num passe de mágica, não chegam a cair.
E aí estão, para quem os quiser ver.
Flutuando, levitando mesmo, falando.
Cada vez mais alto, pois a altura a que orbitam é grande e inacessível aos ouvidos dos gravíticos.
ISAÚ Guerreiro Alves foi meu colega no Liceu Nacional de Faro na década de 1960.
Calmo, elegante, sério.
Bom rapaz e grande conquistador.
Na Europa era facilmente confundido pelas sílfides,com um Grego, ou mesmo um Iraniano.
Nunca com um português, baixo e gordo, desprezível, uma raça que não chegou a crescer.
Recordo uma viagem que com ele fiz, depois do Liceu Nacional de Faro.
Na turma era apelidado por Henrique Botto, o colega a quem associei a virtude da polidez, uma quase não-virtude, por "Pai da Física".
Isaac ou Isaú.
Há de facto uma raíz comum..ISA.
Henrique afinal tinha alguma genialidade.
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