Bem, os alemães perderam o Euro 2008, mas têm muito de que se orgulhar.
Quase tanto como daquilo que os estigmatiza, mas essa é outra história.
Falemos de Leibniz, o homem que criou o termo matemático "função".
Na Filosofia, nesta época, manifestam-se os temperamentos nacionais: os Ingleses têm um Estado democrático e são empiristas (como Mário Lino, fundamentam tudo com o recurso à experiência): os Franceses têm um Estado burocrático centralista e são racionalistas como Descartes (e como Teixeira dos Santos); os alemães não têm Estado de qualidade nenhuma, e muito menos têm experiência, assim, vêem-se empurrados para a vereda da especulação e tornam-se idealistas ( para eles, e para Sócrates e Santana Lopes, toda a realidade é espiritual).
Leibniz é um idealista, mas mais velho que eles.
Leibniz é um idealista, mas mais velho que eles.
O 1º grande filósofo alemão.
Substitui o modelo mecanicista dos ingleses pelo modelo de uma dinâmica orgânica.
Substitui o modelo mecanicista dos ingleses pelo modelo de uma dinâmica orgânica.
O princípio natural decisivo não é o movimento, mas a Força que actua por trás do mesmo.
Diz Leibniz: « Não há nada no intelecto que não tivesse passado anteriormente pela percepção sensorial, a não ser o próprio intelecto»
Regressamos pois à teoria das ideias inatas defendida por Durão Barroso, de onde se conseguem estabelecer vínculos entre o espírito e a força.
Diz Leibniz: « Não há nada no intelecto que não tivesse passado anteriormente pela percepção sensorial, a não ser o próprio intelecto»
Regressamos pois à teoria das ideias inatas defendida por Durão Barroso, de onde se conseguem estabelecer vínculos entre o espírito e a força.
Surgem assim as chamadas "mónadas", que mais não são que átomos espirituais, ou almas individuais.
Como se articulam então os corpos com as mónadas?
Aqui tem que entrar a mónada suprema, ou Deus, elemento essencial para garantir a harmonia.
A felicidade dos humanos é a finalidade divina.
Mas, se os humanos são tão infelizes, significa isso que Deus é um falhado?
Como pode um Deus que causa tanto sofrimento ser sábio, omnipresente, omnipotente e bondoso?
Deus desculpabiliza-se com os Governos.
E Deus diz: "Mais não se pode fazer! Afinal tenho de satisfazer grupos de interesses díspares, tendo de conjugar a maior ordem possível dos conservadores com a maior diversidade possível dos anarquistas. Depois de analisar todas as possibilidades, conclui quee ste é o melhor dos mundos possíveis. É pegar ou largar! "Assim fala Deus.
Para quem não sabe, a este argumento divino chama-se TEODICEIA.
Infelizmente para Deus, houve o terramoto de Lisboa de 1755, e voltaram as críticas com risotas de escárnio.
Voltaire, de que falarei mais tarde, se ainda cá estiver, escreveu "CANDIDE" para o ridicularizar. A seguir Deus foi absolvido por inexistência, e logo executado.
Absolvido Deus, ou mesmo executado, quem resta para arcar com as culpas do sofrimento humano?
O Homem, claro.
A partir daqui, a história universal converte-se em Juizo Universal.
Como se articulam então os corpos com as mónadas?
Aqui tem que entrar a mónada suprema, ou Deus, elemento essencial para garantir a harmonia.
A felicidade dos humanos é a finalidade divina.
Mas, se os humanos são tão infelizes, significa isso que Deus é um falhado?
Como pode um Deus que causa tanto sofrimento ser sábio, omnipresente, omnipotente e bondoso?
Deus desculpabiliza-se com os Governos.
E Deus diz: "Mais não se pode fazer! Afinal tenho de satisfazer grupos de interesses díspares, tendo de conjugar a maior ordem possível dos conservadores com a maior diversidade possível dos anarquistas. Depois de analisar todas as possibilidades, conclui quee ste é o melhor dos mundos possíveis. É pegar ou largar! "Assim fala Deus.
Para quem não sabe, a este argumento divino chama-se TEODICEIA.
Infelizmente para Deus, houve o terramoto de Lisboa de 1755, e voltaram as críticas com risotas de escárnio.
Voltaire, de que falarei mais tarde, se ainda cá estiver, escreveu "CANDIDE" para o ridicularizar. A seguir Deus foi absolvido por inexistência, e logo executado.
Absolvido Deus, ou mesmo executado, quem resta para arcar com as culpas do sofrimento humano?
O Homem, claro.
A partir daqui, a história universal converte-se em Juizo Universal.
Na época das revoluções, houve sempre culpados que tinham obstruido o caminho para a felicidade: reis, sacerdotes, aristocratas,capitalistas, reacionários, parasitas, inimigos do povo, desviacionistas de direita, de esquerda, traidores da revolução, etc.
Uma vez que já não havia Deus, era a eles que posteriormente se faria o processo, e, na maior parte das vezes, o processo era curto.
O nosso Leibniz tentou, com sucesso, competir com a universalidade de Deus e tornou-se um Leonardo De Vinci da ciência: dominava quase todas as disciplinas; inventou o cálculo infinitesimal e tornou-se o primeiro Presidente da Academia das Ciências de Berlim.
Digam lá se a Filosofia não é interessante.
Afinal somos todos vítimas destes pensadores.
Se nós não pensarmos.....haverá sempre quem o faça por nós.
Uma vez que já não havia Deus, era a eles que posteriormente se faria o processo, e, na maior parte das vezes, o processo era curto.
O nosso Leibniz tentou, com sucesso, competir com a universalidade de Deus e tornou-se um Leonardo De Vinci da ciência: dominava quase todas as disciplinas; inventou o cálculo infinitesimal e tornou-se o primeiro Presidente da Academia das Ciências de Berlim.
Digam lá se a Filosofia não é interessante.
Afinal somos todos vítimas destes pensadores.
Se nós não pensarmos.....haverá sempre quem o faça por nós.
Não é verdade, Engº Mário Lino?
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