Não posso deixar de comentar o caso (tantos já o fizeram.....)
« ...A misericórdia é, no sentido em que concebo a palavra, a virtude do perdão - ou antes, e melhor, a sua verdade....»
(Aristóteles: ética a Nicómano )
.....O perdão não pergunta se o crime é digno de ser perdoado, se a expiação foi suficiente, se o rancor durou o tempo necessário...
Não existe falta tão grave que não possa em último recurso ser perdoada.
Nada é impossível à todo-poderosa remissão!
Nesse sentido, o perdão tudo pode.
Onde o pecado abunda, dizia S. Paulo (e diz o Procurador Geral Português), o perdão sobreabunda. (...) .
Se há crimes tão monstruosos que nem mesmo o autor deles pode expiá-los, resta sempre o recurso de perdoá-los, visto que o perdão serve precisamente para estes casos desesperados ou incuráveis...
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