A razão por que o juizo da posteridade sobre o indivíduo será mais justo do que a dos seus contemporâneos, reside no morto.
No caso do Ilustre deputado também!
No caso do Ilustre deputado também!
O Ilustre deputado para quem a crise dos cereais é igual ao litro.
Vai sempre comer ao XL, logo ali ao lado (por acaso come-se bem). Apenas depois da morte, quando estivermos sós, em silêncio total, desabrochamos para a nossa singularidade.
O Ilustre deputado também!
O Ilustre deputado também!
Será que o Ilustre deputado sabe que no Bangladesh uma família de 6 vive com 25 gramas (25, twenty five) de arroz branco por dia? Sem conduto.
O estar morto é para o indivíduo normal como a tarde de sábado para os limpa-chaminés, que nesse dia lavam a fuligem que lhes cobre o corpo.
Para o Ilustre deputado também!
Torna-se então evidente se foram ou não os seus contemporâneos que o prejudicaram mais a ele ou ele os seus contemporâneos; neste ultimo caso, terá sido um grande homem.
O Ilustre deputado também!
A estreiteza da consciência do indivíduo é uma exigência social.
A do Ilustre deputado também!
A maioria dos indivíduos negam as suas lamentações apontando para Deus, para o destino.
O Ilustre deputado nega Deus, nega o destino, apontando para as lamentações.
Resta-nos pois a nós , Portugueses de alma e coração, (que não somos Franceses, não tendo por isso o mau hábito de exigir) , que respeitamos quem nos representa na vida política apesar das suas fraquezas (coitados) e das suas vigarices (enfim!), resta-nos a nós , dizia,a consolação de que a desproporção na Assembleia da República parece ser apenas numérica.
O estar morto é para o indivíduo normal como a tarde de sábado para os limpa-chaminés, que nesse dia lavam a fuligem que lhes cobre o corpo.
Para o Ilustre deputado também!
Torna-se então evidente se foram ou não os seus contemporâneos que o prejudicaram mais a ele ou ele os seus contemporâneos; neste ultimo caso, terá sido um grande homem.
O Ilustre deputado também!
A estreiteza da consciência do indivíduo é uma exigência social.
A do Ilustre deputado também!
A maioria dos indivíduos negam as suas lamentações apontando para Deus, para o destino.
O Ilustre deputado nega Deus, nega o destino, apontando para as lamentações.
Resta-nos pois a nós , Portugueses de alma e coração, (que não somos Franceses, não tendo por isso o mau hábito de exigir) , que respeitamos quem nos representa na vida política apesar das suas fraquezas (coitados) e das suas vigarices (enfim!), resta-nos a nós , dizia,a consolação de que a desproporção na Assembleia da República parece ser apenas numérica.
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