Guterres foi meu colega no IST.
Um aluno brilhante.
No fim do sétimo ano, ganha interesse pela Física que afirma ter sido a sua "paixão platónica" e acaba o curso liceal com média de 18 valores. O feito chama sobre ele a atenção da "Opus Dei", que o recruta.
Guterres aceita "sem fazer a mínima ideia" do que se tratava (1º sinal de inconsciência)
Abandona a Física e entra na política (2º sinal)
Tenta ser um bom primeiro-ministro.
Tenta ser um bom Alto Comissário da ONU para os refugiados.
O problema é que nós não devemos tentar ser.
Não nos devemos tornar.
Devemos ser.
E António é demasiado honesto para a política.
Ninguém vota num político honesto.
É uma fábula guineense relativa ao exercício do poder, aos detentores do poder, aos que são arrogantes e aos que não têm pejo em oprimir, desprezar ou marginalizar os mais fracos, os mais pequenos, os socialmente menos qualificados...
O jagudi (abutre) não é altivo, nobre, aristocrático e guerreiro como o falcão, mas nem por isso deixa de ter o seu lugar na criação e de desempenhar o seu papel na natureza. É certo que é ele pouco ou nada considerado tanto pelos humanos como pelos outros animais.
......À sombra duma árvore, um alto poilão secular, descansa tranquilo um jagudi (abutre). No mesmo ramo em que ele se empoleira, caiado de branco devido aos dejectos de tantos outros que por ali passaram, veio pousar um altivo falcão. Depois de trocarem um breve e seco cumprimento, o falcão, sempre palrador e irrequieto, começou a insultar o jagudi, chamando-o de desprezível, de cobarde, de madraceiro e de muitos outros termos insultuosos e pejorativos que lhe vieram à cabeça, à sua cabeça, louca e leviana. Acusou-o, repetidamente, de ser a mais miserável e feia das criaturas de Deus.O jagudi ouviu tudo, sem nunca ter tido o mais pequenino gesto de impaciência, protesto ou de indignação. Nisto, passa entre os dois, a grande velocidade, uma linda ave, de penas multicolores.Logo o falcão se lançou em perseguição da ave. Mas fê-lo de maneira tão desastrada que por azar foi bater, em cheio com o peito, de encontro a um tronco robusto de uma árvore da floresta que se lhe atravessou no caminho. Louco, cheio de dor, lançando pios lancinantes, caiu ao chão, mortalmente ferido, sobre o tapete de folhas secas.Nesse preciso momento, o abutre levanta voo, com o seu ar pesado e pachorrento, e toma o seu lugar, imperturbável, à cabeceira do moribundo. O falcão, no estertor da agonia, ainda teve tempo de descortinar, horrorizado, a silhueta tenebrosa e agoirenta do jagudi, o seu bico afiado e o seu pescoço descarnado.
E, trémulo, perguntou-lhe:— Que vens aqui fazer, jagudi?
Ao que o abutre respondeu, impávido e sereno:— Aguardo o teu fim.
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