Sobre a santíssima trindade dos filósofos gregos, composta por Sócrates, Platão e Aristóteles, haveria muito a dizer, mas, como dizem os Chineses, sabiamente, " se nada se disser, tudo está dito". Creio porém, agora que tenho algum tempo para fechar os olhos e ver, que eles não se enquadram no cliché que imagina o filósofo como um ancião sábio.
Sócrates era um brincalhão e um orador de rua.Tinha desenvolvido uma técnica que consistia em tornar o seu interlocutor inseguro com recurso a passos de mágica lógicos ao ponto de este, por fim, engolir qualquer explicação que lhe fosse oferecida.
Isto que acabo de escrever ilustra bem o início de toda a Filosofia : a sua grande Insegurança. Alguém nota que o que passa por verdade não faz sentido algum, não sendo mais do que um montão de preconceitos alimentados pelos desejos dos humanos e tornados possíveis pela estreiteza das suas vistas... (acho que estreiteza é um bom eufemismo; outro poderia ser a distração ...vejam como andamos tão distraídos que até reelegemos o Presidente da República passados 5 anos).
Por isto tudo não será por acaso que o Teatro e a Filosofia surjam pela mesma altura: também para o filósofo o mundo é um teatro. No entanto, para ele a peça que vê não passa de uma ilusão que apenas os ingénuos entre os espectadores confundem com a realidade, ele, pelo contrário, interessa-se pelos bastidores, que são o local onde a encenação é orquestrada. Em resumo: o filósofo olha para debaixo das saias da realidade. Procura a verdade nua e crua. O seu objectivo é o esclarecimento...Que surpresa teria o filósofo se o objecto de estudo fosse o Mirabeau da canalha!
É também por isso que, tal como o teatro, a Filosofia nasceu da Religião.
Durante toda a Idade Média ela não passou de um dos paus para toda a obra da Teologia, o que apenas significa que o resultado estava sempre garantido de antemão. Isso acabou quando a religião, após o grande cisma da Igreja, perdeu todo o seu crédito nas guerras religiosas,tendo sido posteriormente resgatada pelo célebre Papa Gregório VII, Hildebrando de Cluny, como sabemos....não se poderia exigir mais a um homem morto!
Isto que acabo de escrever ilustra bem o início de toda a Filosofia : a sua grande Insegurança. Alguém nota que o que passa por verdade não faz sentido algum, não sendo mais do que um montão de preconceitos alimentados pelos desejos dos humanos e tornados possíveis pela estreiteza das suas vistas... (acho que estreiteza é um bom eufemismo; outro poderia ser a distração ...vejam como andamos tão distraídos que até reelegemos o Presidente da República passados 5 anos).
Por isto tudo não será por acaso que o Teatro e a Filosofia surjam pela mesma altura: também para o filósofo o mundo é um teatro. No entanto, para ele a peça que vê não passa de uma ilusão que apenas os ingénuos entre os espectadores confundem com a realidade, ele, pelo contrário, interessa-se pelos bastidores, que são o local onde a encenação é orquestrada. Em resumo: o filósofo olha para debaixo das saias da realidade. Procura a verdade nua e crua. O seu objectivo é o esclarecimento...Que surpresa teria o filósofo se o objecto de estudo fosse o Mirabeau da canalha!
É também por isso que, tal como o teatro, a Filosofia nasceu da Religião.
Durante toda a Idade Média ela não passou de um dos paus para toda a obra da Teologia, o que apenas significa que o resultado estava sempre garantido de antemão. Isso acabou quando a religião, após o grande cisma da Igreja, perdeu todo o seu crédito nas guerras religiosas,tendo sido posteriormente resgatada pelo célebre Papa Gregório VII, Hildebrando de Cluny, como sabemos....não se poderia exigir mais a um homem morto!

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