domingo, 11 de março de 2012

Elviro

A primeira coisa que me vem à memória quando relembro o Professor Elviro Rocha Gomes é a sua extraordinária capacidade de sonhar.
Guardo religiosamente uma cópia de um dos seus numerosos livros, que me ofereceu em 1962 com dedicatória do seu filho e meu colega e amigo Jaime Isidoro Naylor da Rocha Gomes, que perdi de vista em Junho de 1968 e reencontrei, muito por acaso, há uns anitos, na noite da baixa de Faro.
Foi essa oferta feita a propósito de uma récita que o Professor Elviro organizou no Centro Cultural do Algarve, e onde eu entrava a declamar o célebre "Santo Condestabre, alma pura e bela..."... (na foto)
Jaime brincava com o pai a propósito do "Sempre elas", poema em que o Professor Elviro dava a entender que umas garotas andavam sempre atrás dele, para no fim percebermos que se tratavam das suas costas.

Quem não se lembra do célebre "Dedo perpendicular ao tecto?", exigência do professor Elviro para que se pudesse responder às suas questões?
Professor de Francês, Inglês e Alemão, salvo erro, uma figura extraordinariamente humana e culta, numa época em que poucos o eram ou se atreviam a ser.
Casado com uma senhora inglesa,de apelido Naylor, salvo erro de LEEDS, que na altura tinha uma fabulosa equipa de futebol.

Até sempre

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