Depois de concluir a minha licenciatura em engenharia mecânica, tive que fazer um estágio regulamentar.
Fi-lo na Sorefame, na Amadora, e entre muitas tarefas que tinha que executar, estava o controlo dos chamados tratamentos térmicos, que servem de um modo muito geral, para tornar os metais mais resistentes ou com propriedades adequada ao seu desempenho futuro.
Entre eles está a têmpera,um arrefecimento controlado.
Em metalurgia, a têmpera é usada no endurecimento de aço ao introduzir martensita, submetendo o aço a um arrefecimento brusco e obrigando-o a passar pelo seu ponto eutetóide, a temperatura onde a austenita se encontra instável. Em ligas de aço com outros metais, tais como o niquel e o manganês, a temperatura eutectóide torna-se mais baixa, mas as barreiras cinéticas à transformação de fase são iguais. Isto permite que o processo de têmpera comece a uma temperatura mais baixa, tornando o processo mais fácil. O aço rápido também possui tungsténio, que tem como função o aumento das barreiras cinéticas e dar a ilusão que o material arrefeceu mais rapidamente do que realmente foi. Até o arrefecimento de tais ligas ao ar (processo de normalização) obtém muitos dos efeitos desejados do processo de têmpera e só depois disso tudo que o aço pode ser entao comercializado.
A tempera tem como objetivo a obtenção de uma microestrutura que proporcione propriedades de dureza e resistência mecânica elevadas. A peça a ser temperada é aquecida à temperatura de austenitização e em seguida é submetida a um resfriamento brusco, ocorrendo aumento de dureza. Durante o resfriamento, a queda de temperatura promove transformações estruturais que acarretam o surgimento de tensões residuais internas. Sempre após a têmpera, temos que realizar o revenimento, para a transformação da martensita em martensita revenida.
Mas não é para definir tecnicamente este tratamento que aqui venho hoje.
Acontece que me recordo de um funcionário responsável pelo respectivo forno que, conhecedor do gráfico de temperaturas que o tratamento deveria seguir, forçava a agulha, de modo que o "boneco" aparecesse perfeito, e assim poupava tempo no processo.
É claro que as peças falhavam todas na inspecção e o funcionário foi despedido.
O mesmo sucede com o défice: o governo apresentar a Bruxelas no final do ano um número perfeito, mas o país acabará por se estilhaçar, pois tal nada tem a ver com a realidade.
Fi-lo na Sorefame, na Amadora, e entre muitas tarefas que tinha que executar, estava o controlo dos chamados tratamentos térmicos, que servem de um modo muito geral, para tornar os metais mais resistentes ou com propriedades adequada ao seu desempenho futuro.
Entre eles está a têmpera,um arrefecimento controlado.
Em metalurgia, a têmpera é usada no endurecimento de aço ao introduzir martensita, submetendo o aço a um arrefecimento brusco e obrigando-o a passar pelo seu ponto eutetóide, a temperatura onde a austenita se encontra instável. Em ligas de aço com outros metais, tais como o niquel e o manganês, a temperatura eutectóide torna-se mais baixa, mas as barreiras cinéticas à transformação de fase são iguais. Isto permite que o processo de têmpera comece a uma temperatura mais baixa, tornando o processo mais fácil. O aço rápido também possui tungsténio, que tem como função o aumento das barreiras cinéticas e dar a ilusão que o material arrefeceu mais rapidamente do que realmente foi. Até o arrefecimento de tais ligas ao ar (processo de normalização) obtém muitos dos efeitos desejados do processo de têmpera e só depois disso tudo que o aço pode ser entao comercializado.
A tempera tem como objetivo a obtenção de uma microestrutura que proporcione propriedades de dureza e resistência mecânica elevadas. A peça a ser temperada é aquecida à temperatura de austenitização e em seguida é submetida a um resfriamento brusco, ocorrendo aumento de dureza. Durante o resfriamento, a queda de temperatura promove transformações estruturais que acarretam o surgimento de tensões residuais internas. Sempre após a têmpera, temos que realizar o revenimento, para a transformação da martensita em martensita revenida.
Mas não é para definir tecnicamente este tratamento que aqui venho hoje.
Acontece que me recordo de um funcionário responsável pelo respectivo forno que, conhecedor do gráfico de temperaturas que o tratamento deveria seguir, forçava a agulha, de modo que o "boneco" aparecesse perfeito, e assim poupava tempo no processo.
É claro que as peças falhavam todas na inspecção e o funcionário foi despedido.
O mesmo sucede com o défice: o governo apresentar a Bruxelas no final do ano um número perfeito, mas o país acabará por se estilhaçar, pois tal nada tem a ver com a realidade.
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