Há quem defenda que ser Pai é um direito.
Há quem diga que ser Pai é um dever.
Há ainda quem sustente que ser Pai, afinal, é uma dádiva...
Eu acho que ser Pai é um renascimento.
Começamos por ser filhos, nós, os futuros pais, e nunca estivemos tão perto da Verdade, ou de Deus, como na altura do nascimento.
Habituamo-nos depois aos conhecimentos impostos , sempre por amor, pelos pais, pelos familiares, pelas escolas, pelas amantes, e perdemos o contacto com a pureza.
Então, no auge do nosso conhecimento, começamos a afastarmo-nos daquele que em tempos fora o nosso herói, o nosso protector, mesmo na invisibilidade.
Começámos a saber.Ou a pensar que sabemos.
Deixamos de ouvir, ou pelo menos fazemo-lo por delicadeza, quando ela existe, o nosso Pai.
Está velho, ultrapassado. Não tem a posição social do pai da nossa namorada, ou do nosso melhor amigo.
No entanto ele continua a amar-nos.
Continua a proteger-nos da nossa ignorância, da nossa vaidade, da nossa inconsciência.
Tudo absorve como um amortecedor, muitas vezes em silêncio, desgastando-se e perdoando sistematicamente.
Há quem diga que os filhos geralmente saem de casa para não assistirem à degradação física dos pais, à sua morte.
Eu hoje creio que o fazemos para esquecer o que o Pai representa.
Temos que perder essa sensibilidade.
Só se recupera depois de se perder.
Hoje somos pais e entendemos. Entendemos o permanente cuidado que tínhamos por controlo, entendemos o não, que tínhamos por prepotência.
Entendemos que estar do outro lado é muito difícil.
E só se consegue suportar essa tarefa com amor.
É essa a dívida que nunca poderei pagar ao meu Pai.
Há quem diga que ser Pai é um dever.
Há ainda quem sustente que ser Pai, afinal, é uma dádiva...
Eu acho que ser Pai é um renascimento.
Começamos por ser filhos, nós, os futuros pais, e nunca estivemos tão perto da Verdade, ou de Deus, como na altura do nascimento.
Habituamo-nos depois aos conhecimentos impostos , sempre por amor, pelos pais, pelos familiares, pelas escolas, pelas amantes, e perdemos o contacto com a pureza.
Então, no auge do nosso conhecimento, começamos a afastarmo-nos daquele que em tempos fora o nosso herói, o nosso protector, mesmo na invisibilidade.
Começámos a saber.Ou a pensar que sabemos.
Deixamos de ouvir, ou pelo menos fazemo-lo por delicadeza, quando ela existe, o nosso Pai.
Está velho, ultrapassado. Não tem a posição social do pai da nossa namorada, ou do nosso melhor amigo.
No entanto ele continua a amar-nos.
Continua a proteger-nos da nossa ignorância, da nossa vaidade, da nossa inconsciência.
Tudo absorve como um amortecedor, muitas vezes em silêncio, desgastando-se e perdoando sistematicamente.
Há quem diga que os filhos geralmente saem de casa para não assistirem à degradação física dos pais, à sua morte.
Eu hoje creio que o fazemos para esquecer o que o Pai representa.
Temos que perder essa sensibilidade.
Só se recupera depois de se perder.
Hoje somos pais e entendemos. Entendemos o permanente cuidado que tínhamos por controlo, entendemos o não, que tínhamos por prepotência.
Entendemos que estar do outro lado é muito difícil.
E só se consegue suportar essa tarefa com amor.
É essa a dívida que nunca poderei pagar ao meu Pai.
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