Defendia a Revolução Industrial que a procura do egoísmo individual conduziria à paz e à harmonia, ao alargamento do bem-estar de todos. Obviamente que esta premissa falhou rotundamente. O desenvolvimento deste sistema económico já não é determinado pela pergunta:" O que é bom para o Homem", mas por uma outra:" O que é bom para o crescimento do sistema".
Defendiam os mentores desta teoria que o que é bom para o sistema também o é para o homem, uma vez que as características que se exigiam do ser humano, a saber, egocentrismo, egoísmo e avidez eram inatas à natureza humana(?!).
Ser egoísta não se relaciona apenas com o meu comportamento, mas com o meu carácter.
Querer tudo para mim, possuir sem partilhar dá-me prazer.Devo tornar-me ávido, porque se o meu objectivo é TER, eu sou tanto mais quanto mais tiver.Devo sentir todos os outros como meus adversários, os meus clientes a quem quero iludir, os meus concorrentes a quem quero esmagar, os meus trabalhadores a quem quero explorar (até posso espremê-los e despedi-los por SMS, enquanto estou a banhos com umas sílfides teutónicas, numa qualquer estância no pacífico).
Há um senão: nunca poderei estar satisfeito, pois os meus desejos não têm limite.Devo invejar os que têm mais do que eu e recear os que têm menos.Mas tenho que reprimir todos estes sentimentos para poder revelar-me, aos outros e a mim mesmo, como o ser humano sorridente, racional, seincero e amável que toda a gente pretende ser.
Poderei até tentar a governação. É mais seguro, mas mais incerto...
Adaptado de Erich Fromm- To have or to be, baseado nas teorias de David Ricardo
Defendiam os mentores desta teoria que o que é bom para o sistema também o é para o homem, uma vez que as características que se exigiam do ser humano, a saber, egocentrismo, egoísmo e avidez eram inatas à natureza humana(?!).
Ser egoísta não se relaciona apenas com o meu comportamento, mas com o meu carácter.
Querer tudo para mim, possuir sem partilhar dá-me prazer.Devo tornar-me ávido, porque se o meu objectivo é TER, eu sou tanto mais quanto mais tiver.Devo sentir todos os outros como meus adversários, os meus clientes a quem quero iludir, os meus concorrentes a quem quero esmagar, os meus trabalhadores a quem quero explorar (até posso espremê-los e despedi-los por SMS, enquanto estou a banhos com umas sílfides teutónicas, numa qualquer estância no pacífico).
Há um senão: nunca poderei estar satisfeito, pois os meus desejos não têm limite.Devo invejar os que têm mais do que eu e recear os que têm menos.Mas tenho que reprimir todos estes sentimentos para poder revelar-me, aos outros e a mim mesmo, como o ser humano sorridente, racional, seincero e amável que toda a gente pretende ser.
Poderei até tentar a governação. É mais seguro, mas mais incerto...
Adaptado de Erich Fromm- To have or to be, baseado nas teorias de David Ricardo
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