A Verdade, tal como a Realidade, primas irmãs, é um todo unificado e portanto não se pode conhecer a si mesma.
Quem disser que o consegue fazer, só pode estar a mentir.
Apenas dispondo do pensamento, limitado, como ferramenta de análise, o ser humano divide a realidade una em fragmentos, o que dá origem a percepções erradas, inevitavelmente.
E dizemos que há um processo de causa-efeito, que isto depende daquilo, e por sua vez aqueloutro depende de outra coisa qualquer.
Todos os pensamentos, contudo, implicam que os analisemos segundo uma certa perspectiva, que pela sua natureza falível, significa que não são verdadeiros, pelo menos na globalidade.
Apenas o todo é verdadeiro, mas o todo é uma utopia, que o digam os juizes por exemplo, sempre a errar.
Para além das limitações do pensamento, tudo está a acontecer agora, e não apenas as partes limitadas que a nossa mente abarca.
Como poderemos nós então imaginar o universo a expandir-se infinitamente, abrindo-se e fechando-se sobre si, numa, não, em duas sinusóides perfeitas, retornando ao não manifesto, quando tudo o que abarcamos é apenas o movimento, aparente, do sol?
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