Temos uns quantos sábios na praça pública, venerados pelos que mandam, que se julgam deuses por debitarem em horário nobre televisivo, considerações que dizem ser originais, ou no mínimo inovadoras, novas filosofias, que preparam de véspera, ao pormenor.
Arranjam vocábulos esquecidos e metáforas arrojadas para suportarem as suas teorias, enquanto vão promovendo alguns artigos comerciais nos intervalos dos assuntos versados.
Se por um qualquer acaso do destino, caem em contradição e são com isso confrontados, vitimizam-se e contra atacam no programa seguinte, pois não poderão dar parte de fracos ou reconhecer qualquer brecha nos seus pensamentos, o que poderia por em causa a sua imortalidade.
Vêm-se como seres imortais, mesmo que por acaso venham a sucumbir, infalíveis mesmo quando falham descaradamente nas previsões, e imprescindíveis, como devem ser os oráculos, que devem ser escutados atentamente enquanto debitam as suas profecias, envoltos nos vapores rutilantes da sua diarreia mental. Quanto mais fútil for a intervenção, maior o aplauso da maioria que se revê nessa futilidade.
Talvez apenas meia dúzia de espectadores atentos veja nessas profecias aquilo que verdadeiramente elas são: uma guarda avançada das decisões dos que representam, de forma a abrir brechas nos subconscientes dos ouvintes, preparando-os para o inevitável.
Tudo é combinado com os que detêm o poder, obviamente, e os tais espectadores atentos, se porventura arranjam tempo de antena, são imediatamente considerados retrógrados e desestabilizadores.
De que vale a opinião acertada de um douto, perante o aplauso generalizado dos ignorantes?
Arranjam vocábulos esquecidos e metáforas arrojadas para suportarem as suas teorias, enquanto vão promovendo alguns artigos comerciais nos intervalos dos assuntos versados.
Se por um qualquer acaso do destino, caem em contradição e são com isso confrontados, vitimizam-se e contra atacam no programa seguinte, pois não poderão dar parte de fracos ou reconhecer qualquer brecha nos seus pensamentos, o que poderia por em causa a sua imortalidade.
Vêm-se como seres imortais, mesmo que por acaso venham a sucumbir, infalíveis mesmo quando falham descaradamente nas previsões, e imprescindíveis, como devem ser os oráculos, que devem ser escutados atentamente enquanto debitam as suas profecias, envoltos nos vapores rutilantes da sua diarreia mental. Quanto mais fútil for a intervenção, maior o aplauso da maioria que se revê nessa futilidade.
Talvez apenas meia dúzia de espectadores atentos veja nessas profecias aquilo que verdadeiramente elas são: uma guarda avançada das decisões dos que representam, de forma a abrir brechas nos subconscientes dos ouvintes, preparando-os para o inevitável.
Tudo é combinado com os que detêm o poder, obviamente, e os tais espectadores atentos, se porventura arranjam tempo de antena, são imediatamente considerados retrógrados e desestabilizadores.
De que vale a opinião acertada de um douto, perante o aplauso generalizado dos ignorantes?
É assombroso como no país a sabedoria está altamente concentrada numa elite diminuta, sempre os mesmos, com pequenas oscilações, enquanto a esmagadora maioria dos cidadãos tem um coeficiente de inteligência a roçar o mínimo.
E é vê-los dissertar, perante o olhar embevecido dos palermas, sobre quase tudo, desde o futebol, que é sempre de bom-tom, pois os aproxima da ralé, até aos mistérios do universo, cujas últimas descobertas dominam na perfeição pois leram as gordas dos últimos trabalhos científicos.
No meio dissertam sobre a economia, a Europa, que conhecem como ninguém e sabem quais os caminhos que ela deve trilhar para fazer face aos poderes emergentes no oriente e na América latina.
E em todos estes temas os sábios do regime entram em conflito intelectual uns com os outros, de uma forma correcta e civilizada, sim senhor doutor, olhe que não senhor doutor.
Que melhor prova precisaríamos para ver que nenhum tem a certeza de nada, caso contrário não emitiriam opiniões diversas.
Confesso que o que mais me faz sair do sério é quando esgrimam gráficos que comprovam a sua razão, como se fossem espadas, e todos procuram que a realização mostre o seu, que é o melhor de todos e tudo explica, incluindo o futuro próximo, e fazem-no com tal convicção que até há quem acredite neles.
E é vê-los dissertar, perante o olhar embevecido dos palermas, sobre quase tudo, desde o futebol, que é sempre de bom-tom, pois os aproxima da ralé, até aos mistérios do universo, cujas últimas descobertas dominam na perfeição pois leram as gordas dos últimos trabalhos científicos.
No meio dissertam sobre a economia, a Europa, que conhecem como ninguém e sabem quais os caminhos que ela deve trilhar para fazer face aos poderes emergentes no oriente e na América latina.
E em todos estes temas os sábios do regime entram em conflito intelectual uns com os outros, de uma forma correcta e civilizada, sim senhor doutor, olhe que não senhor doutor.
Que melhor prova precisaríamos para ver que nenhum tem a certeza de nada, caso contrário não emitiriam opiniões diversas.
Confesso que o que mais me faz sair do sério é quando esgrimam gráficos que comprovam a sua razão, como se fossem espadas, e todos procuram que a realização mostre o seu, que é o melhor de todos e tudo explica, incluindo o futuro próximo, e fazem-no com tal convicção que até há quem acredite neles.
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