terça-feira, 13 de março de 2012

Troika tintas

DISCURSO DE TOMADA DE POSSE DO NOVO 1º MINISTRO
Não se pode pedir muito àqueles que têm muito, porque então os ricos seriam menos ricos e os pobres mais pobres.
Os pobres vivem da fortuna dos ricos, e por isso essa fortuna é sagrada, não se lhe pode tocar, pois seria uma perversidade gratuita e inaceitável.
Sendo os ricos pouco numerosos, isso equivaleria a mergulhar o país na miséria.
Ao invés, se pedirmos um pouco a cada pobre, recolherá o fisco o suficiente para as necessidades públicas, e não será preciso vasculhar a vida de ninguém, para indagar quel o grau da sua fortuna.
Assim poupar-se-ão os pobres, visto que lhes deixamos a fortuna dos muito ricos.
Essa de tributar as pessoas pelo que consomem também não faz sentido, pois há ricos que comem muito pouco.

Como se sabe, os ricos constituem uma pequena minoria, mas os seus colaboradores, o povo todo,estão-lhes inteiramente afectos.
Haverá alguns descontentes, mas a disciplina imposta pelo regime será forte.
Os operários terão alguma decadência física e moral, definida pela antropologia do pobre, e os proletários serão débeis de espírito, mas continuarão a votar.
O enfraquecimento contínuo das suas caapcidades intelectuais não se deve apenas ao seu género de vida, mas resulta de uma selecção metódica operada pelos patrões.
Os multimilionários também sofrerão, pois ficam calvos aos dezoito anos, e por momentos poderão apresentar uma pequena fraqueza de espírito,o que fará aumentar em muito a fortuna de curandeiros e outros psicólogos.
As almas fracas, a quem o sofrimento humano ainda consegue perturbar, não terão outro remédio senão refugiar-se no feicebuke, numa hipocrisia que não se pode censurar, visto que contribui para manter a ordem e a solidez das instituições

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