Quem não sabe fazer, ensina.
Quem não sabe amar, quem não tem essa capacidade, escreve sobre o amor.
Como aquele alpinista falhado que descreve uma escalada perigosa ao pormenor, sentado numa poltrona no conforto da sua casa de campo, ouvindo música clássica.
O mesmo se passa com a solidariedade.
Não é por acaso que nos concursos de beleza as candidatas dizem sempre o mesmo, expressam o seu desejo de salvar o mundo, querem paz e progresso e felicidade para todos.
Não conseguem encarar o mendigo andrajoso que na rua, ao lado da passadeira vermelha, lhe estende a mão suja e calosa, afastando-se com repulsa e refugiando-se na limusina que as esperam, mas estão aptas a salvar a humanidade, e dizem-no com toda a sinceridade do mundo.
Não é difícil entender este mecanismo egóico.
De facto é um processo equivalente ao daquelas pessoas que seriam incapazes de matar uma galinha com as próprias mãos ou com a ajuda de uma faca, mas não se importam de adquirir partes do animal, devidamente embaladas, em celofane.
As abstracções e as intenções generalistas nunca me enganaram.
O que me comove é a acção concreta, o esforço palpável, não as declarações.
De boas intenções está o inferno cheio, dizem-me os meus demónios.
Quem não sabe amar, quem não tem essa capacidade, escreve sobre o amor.
Como aquele alpinista falhado que descreve uma escalada perigosa ao pormenor, sentado numa poltrona no conforto da sua casa de campo, ouvindo música clássica.
O mesmo se passa com a solidariedade.
Não é por acaso que nos concursos de beleza as candidatas dizem sempre o mesmo, expressam o seu desejo de salvar o mundo, querem paz e progresso e felicidade para todos.
Não conseguem encarar o mendigo andrajoso que na rua, ao lado da passadeira vermelha, lhe estende a mão suja e calosa, afastando-se com repulsa e refugiando-se na limusina que as esperam, mas estão aptas a salvar a humanidade, e dizem-no com toda a sinceridade do mundo.
Não é difícil entender este mecanismo egóico.
De facto é um processo equivalente ao daquelas pessoas que seriam incapazes de matar uma galinha com as próprias mãos ou com a ajuda de uma faca, mas não se importam de adquirir partes do animal, devidamente embaladas, em celofane.
As abstracções e as intenções generalistas nunca me enganaram.
O que me comove é a acção concreta, o esforço palpável, não as declarações.
De boas intenções está o inferno cheio, dizem-me os meus demónios.
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