segunda-feira, 19 de março de 2012

Sorriso amarelo

Depois da vinda dos chineses, que tanto foram criticados recentemente por uma espécie de ideologia cujo significado há muito se perdeu, a questão do Orçamento de Estado caiu no esquecimento. É verdade que depois do ouro do Brasil,do volfrâmio das Beiras, das especiarias da Índia e dos dinheiros da CEE, só mesmo o sorriso amarelo dos chineses para nos dar novo alento.
Em que nos tornámos afinal, ao receber de braços esticados aqueles que à viva voz criticávamos pelo desrespeito pelos direitos humanos, pelo Dalai Lama, pelo nobel da paz?
O povo português, afinal uma amálgama de raças e vontades, decai de dia para dia. Arrastado pelo peso da mediocridade, incompetência e avidez dos que mandam nisto.
Parece que cresceu à sua volta uma floresta de urtigas que lhe impedem de ver seja o que seja em qualquer direcção. E ainda por cima é sistematicamente picado cada vez que esboça um movimento. Bem no interior do seu sonambulismo, defendido pelas portas e janelas trancadas da ignorância e imobilismo , o povo vai vagueando, inerte, em direcção ao fim, como um enterrado vivo.

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