A propósito da acção do governo português face à crise:
Uma ética que consista apenas em deveres específicos, como por exemplo "Não matarás", não é de difícil aplicação.
De facto, poucos ou nenhuns serão assassinos no Governo.
Mas já não é tão fácil evitarem que morram inúmeros seres humanos inocentes.
Haverá no futuro próximo muita gente a morrer de fome ou sem assistência médica.
Se o Estado puder ajudá-los e não o fizer, está a deixá-los morrer.
Se a regra contra provocar a morte se aplicasse a omissões, tornaria a vida de acordo com essa regra, uma marca de santidade ou heroísmo moral.
Assim, uma ética que ajuiza as acções consoante violam ou não regras específicas, coloca o peso moral na distinção entre actos e omissões.
Uma ética que ajuiza as acções pelas suas consequências não procede assim, pois as consequências de um acto ou de uma omissão são muitas vezes indistinguíveis.
Os governantes, mediocres, hoje, no nosso país,estão a vestir a pele daquele pediatra que não mata a criança com uma malformação congénita irreversível, o que seria um mal, mas se recusa a tratá-lo, dizendo que acabará por morrer, e isso será um bem.
Uma ética que consista apenas em deveres específicos, como por exemplo "Não matarás", não é de difícil aplicação.
De facto, poucos ou nenhuns serão assassinos no Governo.
Mas já não é tão fácil evitarem que morram inúmeros seres humanos inocentes.
Haverá no futuro próximo muita gente a morrer de fome ou sem assistência médica.
Se o Estado puder ajudá-los e não o fizer, está a deixá-los morrer.
Se a regra contra provocar a morte se aplicasse a omissões, tornaria a vida de acordo com essa regra, uma marca de santidade ou heroísmo moral.
Assim, uma ética que ajuiza as acções consoante violam ou não regras específicas, coloca o peso moral na distinção entre actos e omissões.
Uma ética que ajuiza as acções pelas suas consequências não procede assim, pois as consequências de um acto ou de uma omissão são muitas vezes indistinguíveis.
Os governantes, mediocres, hoje, no nosso país,estão a vestir a pele daquele pediatra que não mata a criança com uma malformação congénita irreversível, o que seria um mal, mas se recusa a tratá-lo, dizendo que acabará por morrer, e isso será um bem.
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