Enquanto humano, somente cinco vezes tive ocasião de falar com o Diabo, mas estou certo de que entre os vivos, fui eu quem mais intimamente o conheceu e com quem ele se mostrou mais manso.
Trata-me agora - afirmo-o com certo orgulho que não tento dissimular - com uma benévola condescendência que chega às vezes a comover-me.
Quando estou agora na sua companhia, limito-me a ouvi-lo. Assim não me engano; escuto-o e admiro-o.
Trata-me agora - afirmo-o com certo orgulho que não tento dissimular - com uma benévola condescendência que chega às vezes a comover-me.
Quando estou agora na sua companhia, limito-me a ouvi-lo. Assim não me engano; escuto-o e admiro-o.
O Diabo, pelo menos como me tem aparecido até agora, é uma figura fora do comum.
É alto e muito pálido, ainda bastante jovem, mas com essa juventude que viveu demasiado e que é mais triste do que a velhice.
O seu rosto branquíssimo e comprido nada tem de particular, a não ser a sua boca subtil, fina e apertada; tem uma única ruga e profundíssima, que se alça perpendicularmente entre as sobrancelhas e se perde quase na raiz dos cabelos.
Nunca lhe pude ver bem a cor dos olhos, pois não consegui olhá-los mais do que alguns momentos; não sei também a cor dos seus cabelos, porque um barrete de seda, que nunca tira na minha presença, os esconde por completo.
Traja correctamente de negro e as suas mãos estão sempre irrepreensivelmente enluvadas.
Ontem apareceu-me outra vez e disse-me que os homens agora já não lhe interessam.
Compram-se por pouco, mas valem cada vez menos. Não têm nem medula, nem alma, nem coragem.
Talvez nem sequer tenham sangue suficientemente vermelho , diz ele, para firmar um contrato.
Diz ter saudades de Fausto…..
Ontem apareceu-me outra vez e disse-me que os homens agora já não lhe interessam.
Compram-se por pouco, mas valem cada vez menos. Não têm nem medula, nem alma, nem coragem.
Talvez nem sequer tenham sangue suficientemente vermelho , diz ele, para firmar um contrato.
Diz ter saudades de Fausto…..
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