Nada mudou na mentalidade dos Portugueses, quanto à sua (nossa) subserviência e complexo de inferioridade no que respeita à Língua Portuguesa (entre muitas outras coisas) .
O que aqui se mostra é uma foto da nossa Professora de Inglês, Drª Teresa Pedroso, ao lado da magnífica turma de 1964/1965.
Ensinava-nos a Professora Teresa que entre os europeus, o topónimo Samatra foi primeiramente registado pelos portugueses, possivelmente a partir do árabe samatrâ. Documentos do período de expansão portuguesa na Ásia atestam as formas "Camatarra","Samotra"e Çamatra" (corrente no século XVI), até fixar-se na grafia actual "Samatra".
Os ingleses olharam para o topónimo dos portugueses e passaram a escrevê-lo como "Sumatra", tentando reproduzir a pronúncia portuguesa de "Samatra".
É claro que nós, os Portugueses, passámos a dizer Sumatra.
Do mesmo modo qu epassámos a chamar de "Fila" às antigas "bichas nacionais", para não ferir susceptibilidades aos nossos irmãos braisleiros.
Do mesmo modo qu epassámos a chamar de "Fila" às antigas "bichas nacionais", para não ferir susceptibilidades aos nossos irmãos braisleiros.
Há aqui duas curiosidades, a meu ver:
1. A professora de Inglês não se limitava a dominar a língua de sua Majestade, indo ao detalhe de explicar as origens das palavras e a sua história; enfim, era uma Professora a sério, não uma assalariada do Ministério da Educação (já não há disto hoje)
2. Já desde o Século XVI que nós, os Portugueses, temos muito pouca convicção na defesa da nossa língua.
De que se queixam então aqueles que acham que não devemos começar a falar brasileiro?
Por mim já me inscrevi na Universidade de Inverno na Baía de Todos os Santos para dominar o sotaque.
Assim como assim, junto o útil ao agradável.
Sempre posso rever os "Sabores da Dádá", e talvez tire um cursito rapidjinho de Pai de Santo.

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