Houve em toda a minha vida escolar no LNF algumas situações que me marcaram, pela positiva a maioria delas, felizmente, outras que me deram algum desassossego.
Particularmente uma, que na altura me apanhou impreparado, mas que me fez descobrir que o homem é na verdade o lobo do homem.
O docente era uma figura sobejamente conhecida, pela sua rigidez e qualidade de ensino.
Não marginalizava nem protegia ninguém na turma, era justo.
A matéria que ele ensinava é sempre complicada para a maioria, e as notas não eram muito harmoniosas na generalidade.
A sociedade farense estava bastante bem representada na turma.
Estatisticamente faria inveja a Johann Carl Friedrich Gauss .
Felizmente que o aproveitamento escolar não era na altura proporcional à situação económica dos alunos.
E alguém da zona extrema da curva iria reprovar.
Foram vários os pedidos, a cunha, mas ali havia um muro intransponivel.
Mas todo o homem (e mulher) tem a sua fraqueza.
A deste docente era a fragilidade da sua vida extra liceal, que o levava a contrair dívidas e a viver de crédito.
Crédito que lhe começou a ser negado em Faro, através da manipulação de finíssimos fios de seda estrategicamente colocados.
A menos que....
Vimo-lo com os olhos vermelhos despedir-se da turma e rumar a outras paragens.
Foi rapidamente substituido, e não me lembro que alguem tivesse reprovado.
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