O medo é uma doença que transportamos em nós, em estado latente, e que percorre os filamentos da nossa consciência, estimulando-os, até que eles aqueçam ao rubro.
Nessa altura compreendemos também que não há por onde escolher: aquilo que pensávamos ser a ausência de medo revela afinal não ser mais do que uma tentativa espasmódica de o excluir da nossa existência.
Na nossa desesperada situação, achamos talvez que tudo se pode equilibrar sobre um pilar de medo e começamos a preparar-nos para viver de acordo com esse conhecimento.
Então, inesperadamente, encontramos a serpente e acontece o que há de mais deplorável: os que se recusam a admiti-lo, levantam-se e declaram que nunca tiveram medo, quem borrou as calças foi o vizinho do lado.
Nessa altura compreendemos também que não há por onde escolher: aquilo que pensávamos ser a ausência de medo revela afinal não ser mais do que uma tentativa espasmódica de o excluir da nossa existência.
Na nossa desesperada situação, achamos talvez que tudo se pode equilibrar sobre um pilar de medo e começamos a preparar-nos para viver de acordo com esse conhecimento.
Então, inesperadamente, encontramos a serpente e acontece o que há de mais deplorável: os que se recusam a admiti-lo, levantam-se e declaram que nunca tiveram medo, quem borrou as calças foi o vizinho do lado.
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