sexta-feira, 16 de março de 2012

kafkiano

A sala era enorme e estava aparentemente vazia, na obscuridade.
Seria possível que esta fosse a sala onde iria fazer tão importantes exames?
Não avistava ninguém, e como estava cansado, quis sentar-se, mas não encontrou nenhuma cadeira, apenas um pequeno banco de madeira.
Resolveu sentar-se e esperar pacientemente que alguém aparecesse com instruções.
Lentamente ia adaptando a sua vista à escuridão, e pareceu-lhe vislumbrar ao fundo, à direita, algo que se parecia com uma porta, ou mesmo duas, dispostas simetricamente em relação a uma pequena saliência na parede.
Reparou também que não havia luz eléctrica, e ao voltar-se ocasionalmente para trás, verificou com crescente surpresa que a sala se prolongava nessa direcção, como se de um reflexo num espelho se tratasse, e mais curioso ainda, na parede de fundo ardia uma vela, pesada e grossa, que, em vez de iluminar o amplo espaço, ainda proporcionava uma atmosfera mais sombria e estranha.

- Quero agora que examines a tua consciência, disse a voz, que parecia vir do fundo da sala......

Sem comentários:

Enviar um comentário