Levemente, a noite passada, por entre o silêncio da cidade que passou dos sonhos a um sono sem sonhos, como um amante fatigado que cessou as suas carícias, ouvi o som de cascos de cavalos na rua.
Mais forte o som, agora que se aproxima da ponte; e, por um momento, quando passam junto das janelas fechadas do enorme edifício medieval, o silêncio é fendido pelo seu tropel, como por uma flecha.
Agora, já se ouvem ao longe ferraduras que brilham no meio da noite pesada, como jóias, trotando pelos campos adormecidos até ao final da viagem - com que fim? -, levando que novas? - e porque vou eu sentado ao lado do cocheiro?
Mais forte o som, agora que se aproxima da ponte; e, por um momento, quando passam junto das janelas fechadas do enorme edifício medieval, o silêncio é fendido pelo seu tropel, como por uma flecha.
Agora, já se ouvem ao longe ferraduras que brilham no meio da noite pesada, como jóias, trotando pelos campos adormecidos até ao final da viagem - com que fim? -, levando que novas? - e porque vou eu sentado ao lado do cocheiro?

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