....“Teresa é que tem razão”, vai dizendo, uma vez mais, como se fosse a personagem principal daquele filme cujo nome não recorda, e em que os dias se repetem até à exaustão, qual Sísifo condenado a repetir-se diariamente, só que no seu caso ainda é pior pois fá-lo às escuras e em cuecas ou em pijama, e pensa naquela frase batida, velha, como na canção, que a esposa lhe dirige quando ele se lamen...ta, atribuindo-lhe qualidades que ele sabe não ter, dizendo que tinha sido parvo em não seguir uma carreira política que hoje estava bem melhor, sem problemas, com a vidinha feita como aqueles imbecis que pululam os governos e as assembleias do poder, onde tudo o que fazem e dizem são lugares-comuns ensaiados até à exaustão nos restaurantes e festas e viagens em primeira classe, se bem que digam que vão em económica, para simular aquela pobreza atribuível aos santos. .......
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