Com efeito, nos últimos dez anos ela havia recebido numerosas doações de negócios falidos, e os barões e outros poltrões de toda a Europa administravam tais monopólios virtuais como grandes senhores feudais.
Surgia, assim, o problema político da relação temporal entre o Presidente da Comissão e os diferentes poderes políticos da CE.
Era natural que o PCE (Presidente da Comissão Europeia) exigisse uma certa sujeição temporal dos governos, enquanto senhor de grandes Empresas falidas na CE.
Mas, pouco a pouco, para assegurar essa fidelidade, os governos europeus passaram a nomear Comissários de sua confiança para as grandes áreas de actividade.
DB então investia-os com uma espécie de anel e báculo.
Não apenas lhes outorgava a área de intervenção como feudo, mas também decidia quem seria sagrado director.
Em vista disso, geralmente os candidatos às diversas comissões, tinham uma espécie de cheque em branco para conseguirem de qualquer forma a eleição.
A autoridade jurídica da CE sobre os Comissários assim nomeados perdia-se, porque eles ficavam sujeitos à autoridadepolítica do país ae origem.
Este tipo de investidura tornou-se, pouco a pouco, um facto consumado que era necessário erradicar, sob pena de a CE perder a sua independência.
E ainda, para piorar as coisas, os Comissários assim nomeados pelo PCE pretendiam que o seu cargo se transmitisse por herança à sua família.
Para isso, procuravam ter descendência, e não olhavam a meios par ao conseguir.
- Essa é a minha luta de mais de três anos, JS.
- E tem sido travada com a máxima sabedoria, meu amigo. As notícias das tuas sábias reformas têm chegado a Lisboa.
Rezo pelo teu sucesso, que é o nosso, incessantemente.
Os nossos contribuintes em Portugal também...
(continua...)
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