Fotografias.
Se olharmos atentamente para um álbum de fotos apenas veremos momentos felizes. Ninguém quer perpetuar algo negativo ou doloroso numa fotografia, tanto quanto se pode chamar de perpétuo a alguma coisa, muito menos uma chapa fotográfica que apenas dura o instante em que é produzida.
Fotografias.
Ninguém quer de facto retratar o que não quer lembrar, ou quer esquecer, para falar positivamente. Ninguém quer guardar algo que queira esquecer. A menos que a dor seja alheia, e aí surgem os profissionais do impacto, os que ganham com o choque, desde que a imagem retratada não lhes seja familiar, no sentido de não lhes tocar pessoalmente.
Fotografias. Há de facto aqueles que lucram com a dor alheia, com o sofrimento, pois a nossa sociedade adora ver no doutros o que não quer que lhe aconteça. E enquanto isso acontece nos outros, parece estar a salvo, parece ter ganho imunidade sobre a desgraça.
Fotografias. Quem as irá ver, quando os que as guardaram, os que nelas se reviram, desaparecerem? E se todos tiverem desaparecido?
Fotografias.
Alguém as encontrará por mero acaso, numa caixa de papelão ou num álbum amarelecido, e terá dificuldade em reconhecer aqueles rostos sorridentes, de diferentes épocas, aparentemente felizes, como se reflectissem a sua verdadeira natureza.
Fotografias.
O verdadeiro retrato da nossa vida, porem, é o que não se fotografa. Só mostramos o que não nos incomoda.
Revelar fotos é muito perigoso pois pode revelar segredos, podem constituir uma autêntica revelação.
A fotografia, bem como o espelho, vieram subverter a mente humana. Antes do espelho e da chapa fotográfica, o ser humano não conseguia ver o seu próprio rosto, e não podia ser confrontado com as suas emoções. Mas entre a chapa fotográfica e o espelho há uma diferença enorme, tão grande quanto aquela que separa o passado, instantâneo, do presente, afinal, a única coisa que temos.
Fotografias.
Que patética tentativa de impedir que o tempo nos derrote.
Se olharmos atentamente para um álbum de fotos apenas veremos momentos felizes. Ninguém quer perpetuar algo negativo ou doloroso numa fotografia, tanto quanto se pode chamar de perpétuo a alguma coisa, muito menos uma chapa fotográfica que apenas dura o instante em que é produzida.
Fotografias.
Ninguém quer de facto retratar o que não quer lembrar, ou quer esquecer, para falar positivamente. Ninguém quer guardar algo que queira esquecer. A menos que a dor seja alheia, e aí surgem os profissionais do impacto, os que ganham com o choque, desde que a imagem retratada não lhes seja familiar, no sentido de não lhes tocar pessoalmente.
Fotografias. Há de facto aqueles que lucram com a dor alheia, com o sofrimento, pois a nossa sociedade adora ver no doutros o que não quer que lhe aconteça. E enquanto isso acontece nos outros, parece estar a salvo, parece ter ganho imunidade sobre a desgraça.
Fotografias. Quem as irá ver, quando os que as guardaram, os que nelas se reviram, desaparecerem? E se todos tiverem desaparecido?
Fotografias.
Alguém as encontrará por mero acaso, numa caixa de papelão ou num álbum amarelecido, e terá dificuldade em reconhecer aqueles rostos sorridentes, de diferentes épocas, aparentemente felizes, como se reflectissem a sua verdadeira natureza.
Fotografias.
O verdadeiro retrato da nossa vida, porem, é o que não se fotografa. Só mostramos o que não nos incomoda.
Revelar fotos é muito perigoso pois pode revelar segredos, podem constituir uma autêntica revelação.
A fotografia, bem como o espelho, vieram subverter a mente humana. Antes do espelho e da chapa fotográfica, o ser humano não conseguia ver o seu próprio rosto, e não podia ser confrontado com as suas emoções. Mas entre a chapa fotográfica e o espelho há uma diferença enorme, tão grande quanto aquela que separa o passado, instantâneo, do presente, afinal, a única coisa que temos.
Fotografias.
Que patética tentativa de impedir que o tempo nos derrote.
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